Professora assassinada pelo ex após recusar reconciliação: família revela traição de 11 anos
Professora morta pelo ex após traição de 11 anos, diz família

Professora assassinada pelo ex após recusar reconciliação: família revela traição de 11 anos

A professora Antônia Tomaz Vieira, de 55 anos, foi assassinada pelo ex-marido em Jataí, na região sudoeste de Goiás, após recusar uma tentativa de reconciliação. Segundo relatos da família, a separação ocorreu depois que Antônia descobriu que o companheiro, com quem foi casada por mais de 35 anos, a traía há pelo menos 11 anos.

Descoberta da traição e divórcio

A dentista Kamila Malaquias, nora de Antônia, publicou um desabafo emocionado nas redes sociais, detalhando a força e a dignidade da professora diante da descoberta. “Dentro da sua bondade, da sua sabedoria, ela não gritou, ela não fez escândalo, ela não perdeu a dignidade. Ela ficou em silêncio e pediu o divórcio”, afirmou Kamila.

Antônia assinou o divórcio no dia 16 de março, após mais de três décadas de casamento. Apesar do coração dilacerado, ela participou do casamento do filho no início de março, desempenhando o papel de mãe do noivo de forma impecável, conforme destacou a nora.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O crime premeditado

O delegado responsável pelo caso, Marlon Souza Luz, explicou que o crime aconteceu no sábado (21), quando Luziano Rosa Parreira, de 54 anos, foi até a casa da avó de Antônia. O ex-marido já vinha premeditando o feminicídio e o suicídio, evidenciado por uma carta encontrada com data de 17 de março e pela dinâmica da cena.

“Ele estava com um urso de pelúcia, demonstrando obviamente que ele estava ali para tentar uma reconciliação”, relatou o delegado. Após uma conversa na calçada, Luziano atirou em Antônia, atingindo-a na cabeça e no tórax. A professora apresentava lesões nas mãos e nos braços, indicando tentativa de se proteger. Em seguida, o agressor atirou contra a própria cabeça.

Contexto da separação e ameaças

Kamila Malaquias revelou que o ex-marido de Antônia não aceitava o divórcio e ameaçava tirar a própria vida constantemente. Os dois estavam separados há cerca de 40 dias e moravam em casas diferentes. A família destaca que Antônia fez tudo certo, mas ainda assim foi vítima da violência masculina.

“O que mais me dói é saber que ela só queria recomeçar. Ela fez tudo certo, foi forte, equilibrada, digna e, mesmo assim, não foi suficiente para continuar viva. Porque no Brasil, ainda existe homem que não aceita perder o controle sobre uma mulher”, desabafou Kamila.

Homenagens e legado

Nas redes sociais, a nora Karol Malaquias escreveu uma homenagem emocionada, descrevendo Antônia como uma mulher admirável, justa, honesta, trabalhadora e dona de um coração imenso. “Seu legado viverá em cada lembrança, em cada ensinamento, em cada pedaço de amor que você deixou na vida de sua família”, afirmou.

A professora também foi homenageada pelos alunos da Escola Estadual Polivalente Dante Mosconi, onde lecionava matemática. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) publicou nota de pesar e prestou solidariedade à família, reconhecendo a perda trágica de uma educadora dedicada.

Reflexão sobre violência doméstica

Este caso chocante em Jataí reforça a urgência de debates sobre violência doméstica e feminicídio no Brasil. A história de Antônia Tomaz Vieira ilustra como mesmo mulheres fortes e dignas podem se tornar vítimas de parceiros que não aceitam o fim do relacionamento. A investigação continua sob responsabilidade da polícia civil de Goiás, buscando esclarecer todos os detalhes deste trágico episódio que abalou a comunidade local.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar