Professor de música preso por exploração sexual infantil usava identidade falsa de facção em Campo Verde
Um professor de música de 38 anos, preso na última semana, está sendo investigado por suspeita de coagir sua ex-companheira a praticar e filmar atos de exploração sexual contra os próprios filhos. O caso, que chocou a região de Campo Verde, revela uma trama criminosa onde o suspeito utilizava um número de telefone falso e se passava por um membro de facção criminosa conhecido como 'Galego'.
Investigação aponta abusos graves e filmagens criminosas
Segundo o Major Santos Silva, responsável pela ocorrência, as investigações da Polícia Civil indicam que as crianças eram forçadas a realizar atos abusivos entre si, além de serem filmadas sofrendo abusos cometidos pela própria mãe. O suspeito, conforme relatos, se dizia 'primo da facção' como um disfarce para convencer a ex-companheira a cumprir com as ameaças.
A polícia teve acesso ao celular da vítima e encontrou registros que confirmam os crimes. De acordo com o major, outras pessoas tinham conhecimento dos abusos, o que amplia a gravidade do caso. Diante das provas contundentes, a investigação resultou na prisão do professor e também da mulher, que passou a ser investigada por participação ativa nos crimes.
Outras vítimas podem surgir em municípios vizinhos
A Polícia Civil alerta que outras vítimas podem surgir, já que o suspeito trabalhou em instituições nos municípios de Jaciara e Nova Brasilândia. Isso levanta preocupações sobre a extensão dos abusos e a possibilidade de mais casos envolvendo crianças nessas localidades.
Detalhes do flagrante e relação com adolescente desaparecida
O homem foi preso em flagrante na última quarta-feira, 15 de maio, após ser encontrado com uma adolescente de 14 anos que estava desaparecida em Jaciara, a 146 quilômetros da capital. A investigação aponta que ele mantinha um relacionamento com a jovem desde quando ela tinha apenas 13 anos.
A adolescente estava desaparecida desde dezembro de 2025, quando o professor saiu de Jaciara com ela sem autorização da família. Com o avanço das investigações, foi confirmado que o suspeito enviava mensagens e imagens à ex-companheira, exigindo a produção de vídeos de abuso e exploração sexual infantil.
Ameaças incluíam abuso da filha e registro em vídeo
De acordo com a apuração policial, as ameaças também incluíam a exigência de que a ex-companheira permitisse que o ex-companheiro abusasse da filha e registrasse os crimes em vídeo. Essa revelação mostra o nível de crueldade e manipulação envolvidos no caso.
Material apreendido na casa do suspeito
Segundo o delegado responsável pelo caso, Gabriel Conrado, na casa do professor foram apreendidos:
- Medicamentos para disfunção erétil
- Três celulares
- Dois computadores
Os materiais foram encaminhados para perícia e devem ajudar significativamente no andamento das investigações, fornecendo mais evidências sobre a extensão dos crimes cometidos.



