MP denuncia professor de ioga por perseguição e assédio sexual em praia do Ceará
Professor de ioga denunciado por assédio sexual em Canoa Quebrada

Professor de ioga é denunciado por crimes de perseguição e assédio sexual em praia cearense

O Ministério Público do Ceará (MPCE) apresentou denúncia formal na última terça-feira, dia 24, contra um professor de ioga acusado de cometer os crimes de perseguição e assédio sexual contra uma mulher na praia de Canoa Quebrada, localizada no município de Aracati. O caso, que ocorreu em agosto de 2023, envolve um instrutor natural do Uruguai que atuava profissionalmente na região litorânea do estado.

Detalhes da denúncia do Ministério Público

De acordo com a denúncia elaborada pelo MPCE, o suspeito teria se aproveitado deliberadamente de sua condição de professor de ioga para obter vantagem sexual da vítima. A situação se agravou quando a mulher decidiu se afastar e recusar novas aulas ministradas pelo acusado. O documento descreve que os dois se conheceram durante uma viagem, momento em que conversaram e trocaram números de telefone.

No mesmo dia desse encontro inicial, o professor apareceu sem qualquer convite na residência da vítima, que morava sozinha e, conforme narrado pelo MP, "estava com crises de pânico, em situação vulnerável". Foi nesse contexto que o acusado ofereceu seus serviços como instrutor de ioga, passando a ministrar aulas na casa da mulher.

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Conduta inadequada durante as aulas

A denúncia aponta que, durante essas sessões, o professor aplicava "técnicas" íntimas de relaxamento com conotação sexual explícita, tudo realizado sem o consentimento da vítima. Essas ações deixaram a mulher profundamente desconfortável e incomodada, levando-a a tomar a decisão de se afastar definitivamente do instrutor e recusar a continuidade das aulas.

Diante da recusa, o homem iniciou uma campanha de perseguição contra a vítima. Ele passou a comparecer diariamente em frente à casa dela durante uma semana inteira, além de enviar mensagens constantemente através de seu telefone celular. Essa conduta persistente e invasiva caracterizou o crime de perseguição, conforme tipificado na legislação penal brasileira.

Entenda o processo legal

É importante esclarecer que a denúncia representa um documento formal pelo qual o Ministério Público acusa alguém de ter cometido um crime, dando assim início ao processo penal correspondente. Neste caso específico, o MPCE fundamentou sua acusação com base nas evidências coletadas durante a investigação, que demonstraram a suposta utilização da posição profissional do acusado para fins de assédio sexual.

O caso segue agora para análise judicial, onde serão determinadas as próximas etapas processuais. A denúncia reforça a importância de mecanismos legais para proteger vítimas de violência sexual e perseguição, especialmente em contextos onde relações de poder profissional podem ser manipuladas de forma abusiva.

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