Suspeito de feminicídio é procurado pela polícia em São Bernardo do Campo
A Polícia Civil está à procura de Sidney Rosa, 52 anos, suspeito de assassinar a tiros sua companheira, Atais de Souza Costa, de 39 anos, na última sexta-feira (1º). O crime ocorreu dentro da residência do casal, localizada em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. De acordo com relatos de familiares, os dois filhos do casal estavam em casa no momento do ocorrido, que se deu em um dos quartos da residência.
Até o fechamento desta reportagem, o suspeito não havia sido localizado, e a defesa dele não foi identificada pela reportagem. Uma prima de Sidney, em entrevista à TV Record, afirmou que o homem passou a demonstrar ciúmes excessivos quando Atais começou a trabalhar como recepcionista, há cerca de oito meses, para ajudar no sustento da casa. Antes disso, segundo a prima, ele não apresentava comportamentos agressivos.
A prima também revelou que Sidney, que trabalhava como motorista carreteiro, teria deixado de viajar a trabalho por desconfiar da mulher. Além disso, ele não permitia que Atais fosse sozinha para a academia. O casal estava junto há 17 anos.
Na noite do crime, o homem teria chegado em casa sob efeito de álcool, após sair com amigos. Nesse momento, o casal iniciou uma discussão que culminou no disparo de arma de fogo. Após o crime, Sidney fugiu pelo telhado, conforme relataram familiares.
O caso foi registrado como feminicídio no 3º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, de acordo com a Secretaria Estadual da Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP).
Feminicídios em São Paulo atingem recorde no primeiro trimestre de 2026
O estado de São Paulo registrou, no primeiro trimestre de 2026, o maior número de feminicídios entre todos os trimestres da série histórica, iniciada em 2018. Foram 86 casos entre janeiro e março — 27 em janeiro, 29 em fevereiro e 30 em março —, representando um aumento de 41% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 61 registros (22, 20 e 19, respectivamente), segundo dados da SSP.
Na comparação com os primeiros trimestres de anos anteriores, o valor mais próximo foi o de 2024, com 75 casos. Os dados consolidam uma tendência de crescimento observada ao longo dos últimos anos, com algumas oscilações. Os registros somados de todo o ano passado foram os maiores da série histórica.



