Preso por feminicídio em Praia Grande alega traição e pede perdão em vídeos
Preso por feminicídio alega traição e pede perdão em vídeos

Preso por feminicídio em Praia Grande alega traição e pede perdão em vídeos

Pedro Ubiratan de Oliveira, de 40 anos, foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio após matar sua esposa, Thaís Rodrigues Rocha de Oliveira, na madrugada de domingo (8), em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O caso ganhou repercussão após o suspeito publicar vídeos nas redes sociais logo após cometer o crime, nos quais alega ter sido traído pela vítima e pede perdão à família.

Crime ocorreu na residência do casal

O feminicídio aconteceu na casa onde o casal vivia, localizada na Rua Cantor Renato Russo, no bairro Caieiras. Nos vídeos divulgados, é possível ver o corpo de Thaís no imóvel, indicando que as gravações foram feitas pouco depois do crime. Pedro gravou os conteúdos enquanto andava pela residência, mostrando-se agitado e emocionalmente abalado.

Em determinado momento, ele dirigiu-se às câmeras para pedir perdão. "Quero pedir perdão para minha família, para a família dela. Os que prestam, tem uns que não valem nada. Devia ter orientado ela porque alguém sabia", afirmou, referindo-se a uma suposta traição. O homem ainda questionou: "Chifre eu ia aguentar, agora pegar e me passar por louco, drogado, falar que é coisa da minha cabeça?".

Desconfianças e confissão do crime

Durante as gravações, Pedro revelou que alimentava desconfianças sobre uma suposta infidelidade da esposa há mais de oito anos. Segundo seu relato, Thaís e pessoas próximas sempre negaram as acusações, alegando que as suspeitas não tinham fundamento. No entanto, ele usou essa justificativa para explicar o crime violento.

A Polícia Militar foi acionada após familiares do suspeito informarem sobre os vídeos publicados nas redes sociais, onde ele admitia ter matado a esposa. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram Thaís caída no chão da sala, com ferimentos na região do rosto e grande perda de sangue. O óbito foi constatado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

No boletim de ocorrência, Pedro confessou aos policiais que agrediu a esposa com socos e a esganou. Ele afirmou não ter utilizado nenhum objeto durante o crime e reiterou que a motivação seria a suposta traição. Após o feminicídio, o suspeito deixou a residência e foi até a casa da mãe, no mesmo bairro, onde foi localizado pela polícia pouco depois, desorientado e com um corte na parte de trás da cabeça. Pedro alegou que a lesão teria sido causada pela própria mãe ao descobrir o ocorrido.

Atendimento médico e prisão

O homem foi levado ao Pronto-Socorro Quietude para receber atendimento médico e, posteriormente, encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande, onde foi preso em flagrante por feminicídio. O casal estava junto desde 2007 e tinha três filhas, o que torna o crime ainda mais trágico para a família e a comunidade.

Histórico de violência doméstica

Conforme registrado no boletim de ocorrência, a irmã de Pedro prestou depoimento à polícia e revelou que ele era agressivo com a esposa desde o início do relacionamento. Ela afirmou ter presenciado episódios de violência e ameaças contra Thaís ao longo dos anos. Além disso, a vítima chegou a acionar a polícia poucos dias antes do crime após uma discussão com o marido, indicando um padrão de comportamento violento que culminou no feminicídio.

Este caso reforça a gravidade da violência doméstica e a importância de denúncias e medidas preventivas para proteger vítimas em situações similares. A justiça seguirá seu curso, enquanto a família e as três filhas do casal enfrentam as consequências dessa tragédia.