Homem é preso em Itapetininga por agredir, mutilar e tatuar à força a namorada
Preso em Itapetininga por agredir, mutilar e tatuar namorada

Homem é preso em Itapetininga por agredir, mutilar e tatuar à força a namorada

Um homem de 32 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira (22), em Itapetininga, no interior de São Paulo, suspeito de cometer uma série de crimes graves contra a namorada, incluindo agressões, mutilações e tatuagens forçadas. O caso, que chocou a região, está sendo investigado pela Polícia Civil local e pode ser enquadrado como violência doméstica e estupro não convencional.

Vítima é resgatada pelo irmão e levada à delegacia

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Franco Augusto Costa Ferreira, a vítima, uma mulher de 28 anos, foi levada à delegacia pelo próprio irmão, que a encontrou apresentando sinais evidentes de violência extrema. O imóvel onde os crimes ocorreram, localizado na Rua João Adolfo, no Centro de Itapetininga, foi alvo de uma perícia técnica que revelou cenas perturbadoras.

No local, os agentes policiais encontraram uma cama completamente ensanguentada, cordas utilizadas para amarrar a mulher com frequência e diversos estimulantes sexuais, incluindo substâncias injetáveis de uso proibido. Esses objetos foram apreendidos como provas materiais do crime.

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Mutilações e tatuagens forçadas marcam o corpo da vítima

O delegado Franco detalhou que a vítima teria sido mutilada pelo companheiro com um aparelho de barbear descartável, sofrendo lesões graves e permanentes. Entre as feridas, foram constatadas lacerações na região anal, causadas pela introdução forçada de um objeto metálico semelhante a um gancho.

"No Instituto Médico Legal (IML), houve a confirmação de anemia e das lesões, inclusive uma laceração significativa. Apesar de serem companheiros, ele não manteve relações sexuais diretas com ela, o que configura um estupro não convencional, já que envolve ato libidinoso sem conjunção carnal", explicou o delegado.

Além das mutilações, a mulher foi tatuada à força em várias partes do corpo. Imagens obtidas pela TV TEM mostram nomes, siglas e a data "outubro de 2022" tatuadas em suas pernas, indicando um padrão de violência prolongada e humilhação.

Investigadores apontam para violência doméstica e estupro não convencional

As investigações indicam que, embora a mulher tenha sofrido agressões extremas, ela não estava em cárcere privado, conseguindo se desvencilhar do suspeito e buscar ajuda. O período exato em que os crimes ocorreram ainda não foi determinado pela polícia, que continua coletando evidências.

O delegado Franco esclareceu que o caso pode ser investigado sob a ótica da violência doméstica e como uma forma de estupro não convencional, devido à natureza dos atos libidinosos envolvidos. Ele destacou que a vítima estava em estado catatônico quando foi resgatada, evidenciando o trauma psicológico severo.

O suspeito foi preso no início da manhã de quarta-feira e aguarda a realização de audiência de custódia. Até o momento, não há informações sobre a data desse procedimento legal. A polícia reforça a importância de denúncias em casos de violência doméstica, lembrando que a vítima neste caso conseguiu escapar com o auxílio familiar.

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