Pais de bebê recém-nascida são presos após criança ser internada com graves lesões no Rio de Janeiro
A Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) efetuou a prisão dos pais de uma menina de apenas 52 dias de vida nesta terça-feira, dia 14. A ação ocorreu após a bebê ser levada ao Hospital da Posse, localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, apresentando diversas marcas de agressão física e em estado de saúde considerado gravíssimo pelos médicos.
Bebê internada com fraturas múltiplas e hemorragia cerebral
De acordo com os laudos médicos produzidos na unidade hospitalar, a vítima sofreu fraturas nas costelas e uma hemorragia intracraniana, indicativas de violência extrema. Os profissionais de saúde constataram lesões tanto recentes quanto antigas, sugerindo um histórico prolongado de maus-tratos.
"Foram realizados uma série de exames que confirmaram diversas lesões, algumas antigas e outras mais recentes. Tudo leva a crer que essa bebê vem sendo agredida sistematicamente desde o seu nascimento", declarou a delegada Maria Luiza Machado, responsável pela investigação.
Suspeita de violência sexual grave também é levantada
Além das agressões físicas, a delegada revelou que a criança apresentava lesões na região anal, o que levanta a forte suspeita de que a bebê também tenha sido vítima de violência sexual grave. "Provavelmente ela também foi submetida a abusos sexuais de natureza severa", pontuou a autoridade policial.
Pai já possui histórico criminal por tortura de outro filho
Um dos indivíduos presos, o pai da criança, possui um antecedente criminal significativo. Ele já havia cumprido pena de três anos de prisão em 2021, condenado pela tortura de outro filho. Esse histórico anterior agrava ainda mais o contexto do caso atual, demonstrando um padrão de comportamento violento dentro do núcleo familiar.
Os pais foram detidos diretamente na unidade de saúde, onde a bebê permanece internada sob cuidados médicos intensivos. A DCAV segue com as investigações para apurar todos os detalhes do caso e garantir a aplicação da justiça.
A situação evidencia a urgência de mecanismos de proteção mais eficazes para crianças vulneráveis e reforça a importância da atuação diligente das autoridades especializadas no combate à violência infantil.



