Homem é preso após 12 anos foragido por abusar sexualmente do próprio filho de 5 anos no Rio
Pai é preso após 12 anos por abusar de filho de 5 anos no Rio

Homem é preso após 12 anos foragido por abusar sexualmente do próprio filho de 5 anos no Rio

Um homem foi preso na última sexta-feira, dia 13, após ser condenado por abusar sexualmente do próprio filho, que tinha apenas 5 anos, na zona oeste do Rio de Janeiro. O crime terrível teria ocorrido em 2014, na casa da família localizada no bairro de Paciência, e após mais de uma década em fuga, o indivíduo foi finalmente capturado em Guaratiba, com um mandado condenatório de estupro de vulnerável pendente contra ele.

Detalhes chocantes do caso

Segundo as investigações, o crime teria sido desencadeado após a criança revelar à mãe um caso extraconjugal do pai. Um dia antes do abuso, o filho acompanhou o criminoso enquanto ele buscava uma mulher com quem mantinha um relacionamento. O homem então teria ameaçado o menino, ordenando que ele não contasse à família sobre o assunto. No entanto, assim que chegou em casa, a criança relatou tudo à mãe, o que levou a uma série de eventos trágicos.

A violência sexual foi presenciada pelo irmão gêmeo da vítima, que mais tarde testemunhou aos policiais. Ele ouviu o agressor justificar o ato como uma forma de fazer o menino "parar de ser fofoqueiro". A mãe das crianças, ao tomar conhecimento do ocorrido, imediatamente procurou a polícia para denunciar o caso.

Comportamento hostil e fuga prolongada

Em seu depoimento, a mulher detalhou que o então companheiro demonstrava um comportamento hostil em relação ao filho, referindo-se a ele de forma depreciativa e com ofensas frequentes. Este padrão de agressividade pode ter contribuído para o ambiente de medo e silêncio que cercou o crime por anos.

A reportagem tenta apurar desde quando exatamente o homem estava foragido, mas como sua identidade não foi divulgada pelas autoridades, não foi possível localizar sua defesa para obter mais informações. O espaço, no entanto, permanece aberto para qualquer manifestação futura da parte do acusado ou de seus representantes legais.

Como denunciar violência contra crianças e adolescentes

É crucial que a sociedade esteja atenta e saiba como agir em casos de violência contra menores. Denúncias podem ser feitas de várias formas:

  • Pelo Disque 100, que aceita relatos inclusive de forma anônima.
  • Na delegacia de polícia mais próxima.
  • No Conselho Tutelar de cada município.

Se for um caso de violência em andamento que a pessoa estiver presenciando, é possível ligar no 190, da Polícia Militar, para solicitar uma viatura no local. Também é viável se dirigir ao Fórum da Cidade e procurar a Promotoria da Infância e Juventude para obter orientação e apoio legal.

Quem não denuncia situações de perigo, abandono e violência contra crianças e adolescentes pode responder pelo crime de omissão de socorro, previsto no Código Penal. A lei Henry Borel também prevê punições específicas para quem se omite diante de tais atrocidades. Funcionários públicos que negligenciam suas responsabilidades em escolas, postos de saúde e serviços de assistência social, entre outros, podem enfrentar acusações de crime de prevaricação, reforçando a importância da ação coletiva na proteção dos mais vulneráveis.