Padrasto é preso por estuprar enteada de 6 anos em Piraí; crime ocorreu entre 2020 e 2022
Um homem de 35 anos foi preso na quinta-feira (16) no bairro Asilo, em Piraí (RJ), por suspeita de estuprar a própria enteada, uma criança de seis anos. A prisão ocorreu após intensas buscas policiais, que localizaram o suspeito quando ele visitava sua atual esposa na região.
Detalhes chocantes do caso
Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu entre os anos de 2020 e 2022, período durante o qual o padrasto abusava sexualmente da vítima na presença do irmão dela, de cinco anos. O delegado responsável pelo caso, Antônio Furtado, revelou que o homem obrigava as duas crianças a assistirem vídeos adultos antes de cometer os abusos.
"O padrasto obrigava a menina, de seis anos, e o irmão dela, de cinco, a verem vídeos adultos. E depois, abusava sexualmente da vítima na presença do menino", afirmou Furtado em depoimento.
Investigação e condenação
As investigações começaram após o menino relatar os abusos na escola, o que levou à abertura de um inquérito. O caso foi encaminhado à Justiça, e o Ministério Público ofereceu denúncia contra o acusado. Em 2025, ele foi condenado a 28 anos e três meses de prisão pelos crimes de estupro de vulnerável e por induzir o menino a presenciar o abuso.
Um mandado de prisão foi expedido em março deste ano, mas o suspeito não foi localizado inicialmente. Após novas diligências, os agentes descobriram que ele planejava visitar a esposa no bairro Asilo, onde foi finalmente capturado.
Próximos passos
O condenado foi encaminhado para a delegacia de Piraí e, nesta sexta-feira (17), será transferido para a Cadeia Pública de Volta Redonda (RJ). Lá, ele passará por uma audiência de custódia para formalizar sua prisão. A identidade dos envolvidos não foi divulgada para preservar a privacidade das vítimas.
A mãe das crianças, companheira do suspeito na época dos crimes, não tinha conhecimento dos abusos, já que o homem agia quando estava a sós com a vítima. O caso destaca a importância de denúncias em ambientes escolares para combater violências domésticas.



