Um laudo médico da Santa Casa de Piracaia, no interior de São Paulo, confirmou que uma mulher sofreu uma lesão gravíssima com deformidade permanente após ter parte da orelha arrancada por uma mordida do companheiro. O crime ocorreu no último fim de semana durante um evento em um restaurante.
O ataque
Um vídeo obtido pelo g1 mostra o momento em que Wendel Alexander de Oliveira Poloni se aproxima da vítima por trás, puxa seu cabelo e morde sua orelha, arrancando um pedaço. Segundo o documento médico, a vítima teve parte da orelha direita retirada durante a agressão, classificada como lesão corporal gravíssima devido à deformidade causada.
Discussão e agressão repentina
De acordo com o boletim de ocorrência, a agressão aconteceu após uma discussão entre o casal, que mantinha um relacionamento há cerca de seis anos. A vítima relatou à polícia que foi atacada de forma repentina, sem possibilidade de defesa, após o homem se incomodar com a demora dela no banheiro.
Após o ataque, a mulher foi socorrida por pessoas que estavam no local e levada ao hospital, onde recebeu atendimento médico. Ao menos sete pontos foram feitos para suturar a região atingida, mas, conforme o laudo, não foi possível reverter totalmente os danos. A vítima disse ao g1 que levou o pedaço da orelha arrancado para o hospital, mas a reconstrução não foi possível mesmo com atendimento rápido.
Prisão do suspeito
Wendel Alexander de Oliveira Poloni foi preso novamente nesta quarta-feira (22), após a Justiça decretar a prisão preventiva. Ele já havia sido detido no domingo (19), logo após o crime, mas foi liberado em audiência de custódia realizada no mesmo dia.
O primeiro advogado de Wendel informou que o acompanhou na audiência de custódia, mas não o defenderá no decorrer do processo, que está em segredo de justiça. A nova defesa do suspeito afirmou que terá acesso à investigação e prestará esclarecimentos de forma transparente no inquérito policial. Os advogados disseram ainda que ele se apresentou espontaneamente à polícia e que medidas cautelares diversas da prisão, como afastamento da vítima, seriam suficientes.
Enquadramento legal
O caso foi enquadrado como violência doméstica, com base na Lei Maria da Penha, além de lesão corporal qualificada.



