Governo Federal anuncia mutirão com mil prisões em casos de violência contra a mulher
Mutirão com mil prisões por violência contra a mulher é anunciado

Governo Federal anuncia mutirão com mil prisões em casos de violência contra a mulher

O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (4), um mutirão de operações policiais para cumprimento de mil mandados de prisão em casos de violência contra a mulher. A iniciativa ocorre um mês após o lançamento do Pacto Nacional contra o Feminicídio, acordo firmado entre os três Poderes para combater a violência contra a mulher, que inicialmente não detalhou ações específicas de mudança nas estratégias contra esses crimes.

Evento com seminários simultâneos e presença presidencial

No evento desta quarta, foram organizados seminários simultâneos: um voltado para o público feminino e outro separado para o público masculino. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assistiu da plateia à apresentação focada nos homens, intitulada Homens como agentes de mudança. Na mesa com Janja, também participaram as ministras Márcia Lopes (Mulheres) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).

Além do mutirão, o governo anunciou reforços a medidas de proteção à mulher já existentes, como parte do plano de trabalho elaborado pelo comitê interinstitucional criado com o Pacto. A apresentação voltada aos homens teve como eixo o engajamento masculino na prevenção da violência contra meninas e mulheres.

Ênfase na responsabilização masculina e plano dinâmico

Em falas públicas recentes, o presidente tem enfatizado a responsabilização masculina nos crimes contra a mulher, após casos recentes de feminicídio que assolaram o país. A mesa assistida por Lula foi coordenada pelo secretário-executivo do Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável), Olavo Neto.

De acordo com a Secretaria de Relações Institucionais, o plano de trabalho terá caráter dinâmico e estará sujeito a atualizações permanentes. As prioridades incluem:

  • Acelerar medidas protetivas de urgência e responsabilização dos agressores.
  • Fortalecer a rede de acolhimento e atendimento às mulheres em situação de violência.
  • Aplicar um sistema de rastreamento eletrônico para agressores cujas vítimas estão com medida protetiva.
  • Implantar 52 Unidades Móveis para acolhimento e atendimento a mulheres em situação de violência.

Ações em conjunto com outros ministérios e medidas futuras

As ações serão implementadas em conjunto com outros ministérios. Uma das principais será o pedido de criação de um CID (Código Internacional de Doenças) para o feminicídio à OMS (Organização Mundial da Saúde), para que os casos passem a ser tratados como um problema de saúde pública. Com isso, o Ministério da Saúde busca reunir dados como número de atendimentos e óbitos decorrentes do crime.

Além dessa ação, outras relativas ao combate à violência contra a mulher comandadas pela pasta devem ser detalhadas nesta quinta-feira (5) pelo órgão. Como parte do pacto entre os poderes, as medidas também incluem a priorização da pauta da violência contra a mulher na Câmara dos Deputados.

Contexto policial e casos relacionados

Em um caso separado, a polícia busca acessar dados de celulares dos réus por estupro coletivo no Rio de Janeiro. Nenhum dos réus apresentou o celular à polícia no momento da prisão, informou o delegado do caso. A corporação vai pedir a quebra de sigilo telefônico à Justiça do Rio de Janeiro, onde o caso segue em segredo de justiça.