Mulher salta com filha do segundo andar para escapar de violência doméstica em Suzano
Uma mulher de 28 anos protagonizou um ato de desespero ao pular do segundo andar de um prédio em Suzano, na Grande São Paulo, carregando sua filha de apenas 2 anos nos braços. A decisão extrema foi tomada para fugir das agressões perpetradas pelo ex-companheiro, que a ameaçou de morte logo após a queda dramática.
Suspeito confessou ameaças e agressões à polícia
O agressor, identificado como Paulo Sergio Pereira de Souza, de 32 anos, está preso preventivamente sob acusações de violência doméstica e tentativa de feminicídio. Em depoimento às autoridades, ele admitiu ter dito à vítima: “se minha filha morrer, você vai morrer também”.
Segundo o boletim de ocorrência, o homem relatou à polícia que teve um desentendimento com a mulher durante todo o domingo (29) e a convidou para ir ao apartamento onde viviam juntos. No local, após uma discussão, ele confessou que “estourou”, puxou os cabelos da companheira e a arremessou violentamente contra um sofá.
Sequência de violência levou ao salto desesperado
A mulher, em tentativa de se proteger, refugiou-se no banheiro com a filha pequena. O agressor tentou impedir que a porta fosse fechada e, quando ela conseguiu se trancar no cômodo, ele pegou uma faca com a intenção de arrombar a entrada.
Pouco tempo depois, o homem ouviu um barulho forte e, ao olhar pela janela, avistou a mulher e a criança caídas no lado externo do prédio. Ele desceu rapidamente até o local e, além de repetir as ameaças de morte, empurrou a vítima e disse: “você matou nossa filha, se ela morrer você vai ver”.
Intervenção de moradores e estado das vítimas
Testemunhas que presenciaram a cena contiveram o agressor e tentaram agredi-lo até a chegada da Polícia Militar. A mulher sofreu fraturas no braço e no pé, foi socorrida e já recebeu alta médica. Já a criança de 2 anos foi encontrada em estado grave, necessitando de intubação, e foi transferida para o Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes.
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou que não tem autorização da família para divulgar o estado de saúde da menina. O caso está sendo investigado pela Delegacia Central de Suzano, que segue apurando todos os detalhes deste trágico episódio de violência doméstica.



