A Polícia Civil realizou nesta terça-feira (3) uma entrevista coletiva para detalhar um caso grave de violência doméstica que resultou na prisão preventiva de uma mulher de 33 anos em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais.
Crimes de tortura com objetos domésticos
De acordo com as investigações, a suspeita utilizava um ferro de passar roupas e várias chapinhas de cabelo para torturar seu namorado. As agressões eram frequentes e atingiram um nível tão grave que o jovem precisou ser hospitalizado por vinte dias em 2025, após as lesões infeccionarem.
Enredo falso para encobrir os crimes
Inicialmente, a vítima procurou a polícia e relatou ter sido agredida pela ex-companheira e pelo atual namorado dela ao buscar pertences na residência da mulher. No entanto, as apurações posteriores da Polícia Civil descartaram completamente essa versão dos fatos.
A delegada Monique Bicalho explicou durante a coletiva: "Descartamos a participação dos primeiros investigados e apuramos que tudo não passava de um enredo montado pela autora para que ela não fosse descoberta. Ele precisou ser hospitalizado e foi aí que ela inventou essa história, sob grave ameaça".
Constante clima de ameaças e intimidação
Ainda conforme as informações da delegada, a vítima sofria constantes ameaças e, por medo, acabava permitindo as agressões. O casal trabalhava na mesma empresa, o que facilitava o controle exercido pela suspeita.
"Ela dizia a ele que era policial de São Paulo e que estava em Montes Claros para realizar uma investigação. A todo momento, ela o fazia acreditar que estava sendo vigiado", detalhou a delegada sobre as táticas de intimidação utilizadas pela mulher.
Material apreendido e prisão preventiva
Durante o cumprimento de um mandado de busca na residência da suspeita, a Polícia Civil apreendeu o ferro de passar e as chapinhas de cabelo que, segundo as investigações, eram utilizados diretamente nas agressões. A mulher foi presa preventivamente e está atualmente à disposição da Justiça.
O inquérito policial deve ser concluído em até dez dias, segundo informações da autoridade policial. A prisão preventiva foi decretada devido à gravidade dos fatos e ao risco à ordem pública.
Histórico criminal em investigação
A polícia revelou ainda que a mesma mulher já é investigada pela morte de um ex-namorado no estado de São Paulo, o que demonstra um padrão preocupante de comportamento violento em relacionamentos anteriores.
O caso chama atenção não apenas pela brutalidade dos métodos utilizados – com objetos domésticos transformados em instrumentos de tortura – mas também pela elaborada tentativa de criar uma narrativa falsa para desviar as investigações.



