Mãe é presa por tortura após vídeos mostrarem agressões e enforcamento dos filhos em Palmeira, PR
Uma mãe de 35 anos foi presa preventivamente e denunciada criminalmente pelo crime de tortura após vídeos circularem nas redes sociais mostrando ela espancando, enforcando e xingando os próprios filhos dentro de casa em Palmeira, nos Campos Gerais do Paraná. As imagens, que são fortes e foram borradas para preservar as vítimas, constam no processo e geraram comoção pública.
Detalhes das agressões e enquadramento legal
Nos vídeos, a mulher é vista dando socos e tapas na cabeça da filha adolescente de 16 anos, além de segurar o filho de 12 anos no sofá e tentar sufocá-lo, dizendo em diversos momentos "em nome de Jesus". Em um dos momentos, ela arrasta o menino para o chuveiro e continua com as agressões, enquanto ele afirma não conseguir respirar devido à água, e ela responde que "não é para respirar mesmo". A mãe também xinga os filhos, dizendo frases como "Desmaia, desmaia, eu não aguento mais você falando" e "Cala a boca, se você se mexer eu te quebro. Eu tiro o seu maxilar do lugar".
Inicialmente, a Polícia Civil autuou a mulher pelos crimes de maus-tratos e lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar. No entanto, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) optou por enquadrá-la no crime de tortura após analisar o inquérito. A Lei nº 9.455/97 define tortura como submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo, com pena de dois a oito anos de prisão. A pena é aumentada de um sexto a um terço quando o crime é cometido contra criança ou adolescente.
Situação das vítimas e processo legal
As vítimas, um menino de 12 anos e uma adolescente de 16 anos, relataram ao MP-PR que eram agredidas com frequência pela mãe. Desde que a mulher foi presa no dia 13 de março, os filhos estão morando na casa do pai, que é separado dela. Para preservar a identidade das vítimas, o nome da mãe não foi divulgado.
O advogado que representou a mulher no início do inquérito renunciou ao caso nesta segunda-feira (23), e agora busca-se identificar a nova defesa. Os vídeos, que mostram a violência em detalhes, têm sido amplamente compartilhados e discutidos, levantando questões sobre a proteção de crianças e adolescentes em situações de violência doméstica.
Este caso chocante em Palmeira destaca a gravidade da tortura e a importância da denúncia e ação legal para proteger os mais vulneráveis. As autoridades continuam investigando o caso, e a mãe aguarda julgamento enquanto cumpre prisão preventiva.



