Mãe é presa em Valinhos por suspeita de abandono de filho autista
Uma mulher de 30 anos foi presa durante a madrugada deste sábado (21), em Valinhos, interior de São Paulo, sob a acusação de deixar seu filho de 6 anos, diagnosticado com autismo nível três de suporte, sozinho em casa. A ocorrência, registrada no bairro Bom Retiro, mobilizou a Guarda Municipal após uma denúncia anônima por telefone.
Criança encontrada em estado preocupante
Os agentes que atenderam ao chamado encontraram o menino deitado em uma cama, totalmente inerte, apresentando sinais que sugeriam estar dopado. No interior do imóvel, foram localizados dois tabletes de uma substância que aparentava ser maconha, aumentando as preocupações sobre as condições em que a criança foi deixada.
A Guarda Municipal acionou imediatamente o Conselho Tutelar e, com certa dificuldade, conseguiu localizar a mãe. Ela, por sua vez, alegou que o filho estava sob o efeito de uma medicação controlada de uso regular e que havia deixado a criança aos cuidados do pai enquanto realizava um trabalho extra com uma amiga de 21 anos, que atualmente reside com a família.
Versões conflitantes e envolvimento de terceiros
De acordo com o secretário municipal de segurança, Osvaldo Rocco, o pai da criança contou uma história diferente. Ele afirmou que, ao sair de casa, as duas mulheres ainda estavam no local, supostamente cuidando dos filhos. O casal tem outro filho, um bebê de apenas 2 meses, que, segundo o Conselho Tutelar, estaria com uma babá no momento do ocorrido. No entanto, os pais não souberam fornecer o endereço dessa cuidadora, levantando mais questões sobre a organização familiar.
A mãe foi presa em flagrante pelo crime de abandono de incapaz. Já a amiga de 21 anos deve responder judicialmente por falso testemunho, na tentativa de acobertar a situação, e também por posse de entorpecentes, devido à substância encontrada no local.
Implicações legais e proteção à criança
O caso evidencia graves falhas na supervisão e cuidados com uma criança autista, que requer atenção especializada e constante. As autoridades reforçam a importância de denúncias em situações de risco e destacam que o abandono de incapaz é um crime com penas severas, visando proteger os mais vulneráveis.
A investigação continua para apurar todos os detalhes, incluindo a veracidade das alegações sobre a medicação e as responsabilidades de cada envolvido. Enquanto isso, as crianças foram colocadas sob a proteção do Conselho Tutelar, garantindo sua segurança e bem-estar.



