Mãe dopava filha de 12 anos com Clonazepam para facilitar abusos sexuais em Indianópolis
Mãe dopava filha de 12 anos com Clonazepam para abusos

Caso chocante em Indianópolis: mãe dopava filha de 12 anos para facilitar abusos sexuais

A Polícia Civil de Minas Gerais está investigando um caso que chocou a região do Triângulo Mineiro. Uma adolescente de apenas 12 anos foi forçada a se prostituir pela própria mãe, que facilitava encontros com um empresário em troca de pagamentos que chegavam a R$ 2 mil. O inquérito divulgado na quarta-feira (11) revela detalhes perturbadores da exploração.

Métodos cruéis de exploração

Segundo as investigações, a mãe não apenas arranjava os encontros, como também dopava a filha com o medicamento Clonazepam para que ela não resistisse aos abusos. Além disso, utilizava pomadas anestésicas para diminuir as dores causadas pelas violências sexuais. A criança ainda sofria ameaças de morte e era agredida com fios para não revelar o esquema criminoso.

Carta de socorro desencadeou investigação

Os abusos só chegaram ao conhecimento das autoridades através de uma carta enviada pela vítima a uma amiga. No texto, a menina pedia socorro desesperadamente, relatando que a mãe a obrigava a manter relações sexuais com um homem mais velho. Ela descreveu sangramentos e dores intensas, explicando que a mãe comprava pomadas anestésicas para que ela pudesse continuar sendo explorada.

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O delegado Eduardo Trepiche confirmou que foi esta carta que deu início às investigações. "Na carta ela pedia por socorro, pois a mãe a obrigava a manter relação sexual com um homem mais velho. Ela contou também que chegou a ter sangramento e sentir muitas dores", afirmou o delegado.

Operação policial e prisões

Após a amiga da vítima contar à própria mãe sobre o conteúdo da carta, o Conselho Tutelar foi acionado. A denúncia indicava que a adolescente era levada a uma chácara na zona rural de Indianópolis, onde os abusos ocorriam. A Polícia Militar iniciou uma operação e, ao chegar ao local na região do 'Beira Lago', encontrou o empresário nu em um quarto com a menina.

Enquanto a filha era abusada, a mãe aproveitava a piscina da propriedade. A adolescente foi encontrada em estado de choque e encaminhada ao Conselho Tutelar, sendo posteriormente levada para a casa do pai, que segundo a Polícia Civil, não tinha conhecimento dos crimes.

Prisões e possíveis penas

No dia 25 de janeiro, a mãe foi presa por corrupção de menores e abuso sexual, sendo indiciada por favorecimento à prostituição de vulnerável. O empresário flagrado abusando da adolescente também foi preso e indiciado por estupro de vulnerável praticado de forma reiterada.

A mulher está detida no Presídio Professor João Pimenta da Veiga, em Uberlândia, enquanto o homem cumpre prisão no Presídio de Araguari. Se condenados, a mãe pode enfrentar até 16 anos de prisão pelos crimes de corrupção de menores e exploração sexual, enquanto o empresário pode receber pena de até 18 anos por estupro de vulnerável.

Proteção à vítima

O Conselho Tutelar informou que não pode divulgar detalhes sobre o caso para preservar a identidade e integridade da criança, mas garantiu que todas as medidas de proteção necessárias foram tomadas. A Polícia Civil continua investigando todos os aspectos deste caso que expõe uma realidade brutal de exploração infantil no Triângulo Mineiro.

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