Mãe é denunciada por feminicídio após amamentar bebê sob efeito de cocaína em Ouroeste
Uma mulher de 30 anos foi denunciada à Justiça por causar a morte da própria filha, uma recém-nascida de apenas 45 dias, após consumir cocaína e amamentar a criança em Ouroeste, no interior de São Paulo. O caso, que chocou a região, resultou em uma denúncia do Ministério Público por feminicídio contra vítima com menos de 14 anos, destacando a gravidade do crime em um contexto de violência doméstica e familiar.
Detalhes do crime e investigações
Conforme o promotor Eduardo Boiati, da comarca de Ouroeste, o processo considerou qualificadoras como meio insidioso, motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da criança. A bebê, após ser amamentada pela mãe sob efeito da droga, apresentou dificuldade para respirar e sofreu uma morte súbita. A vítima foi rapidamente encaminhada para um hospital da região, mas infelizmente não resistiu aos efeitos da intoxicação.
O laudo necroscópico confirmou categoricamente que a causa do óbito foi intoxicação exógena por agente químico derivado da cocaína. Durante as investigações, foi constatado que a mãe ingeriu cocaína e, logo em seguida, amamentou a bebê, assumindo conscientemente o risco de matar a própria filha. Os exames periciais revelaram a presença do principal metabólito da cocaína, a benzoilecgonina, no sangue da recém-nascida, além de uma substância farmacológica que pode ser transmitida pelo leite materno.
Contexto e repercussões legais
A perícia também pontuou que a droga alcançou o organismo da bebê exclusivamente através da amamentação, reforçando a transmissão do entorpecente pelo leite materno. O promotor ainda citou a necessidade da mãe em manter o vício, mesmo em detrimento da vida da filha, como um agravante no caso. O crime ocorreu em 24 de novembro de 2024, e a denúncia foi formalizada em 14 de janeiro deste ano.
Até a última atualização, a mulher respondia ao processo em liberdade, enquanto a defesa não se manifestou publicamente. O g1 tentou contato com os advogados da denunciada, mas não obteve retorno, deixando questões em aberto sobre as próximas etapas judiciais. Este triste episódio ressalta os perigos do uso de drogas por mães lactantes e as consequências devastadoras para crianças vulneráveis.



