Médico anestesista preso por porte ilegal de arma após denúncia de violência doméstica em Santos
Médico preso por arma ilegal após violência doméstica em Santos

Médico anestesista é preso por porte ilegal de arma em Santos após denúncia de violência doméstica

Um médico anestesista, de 48 anos, foi preso na sexta-feira (17) por porte ilegal de arma em Santos, no litoral de São Paulo. O caso ocorreu em um prédio na Avenida Doutor Moura Ribeiro, no bairro Marapé, após a Polícia Militar ser acionada pela companheira do homem, de 26 anos, que alegou ter sofrido violência doméstica.

Detalhes da agressão e ameaças

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher relatou que, durante uma discussão, foi enforcada e ameaçada de morte pelo médico. Ela afirmou que o companheiro disse: “Sou mais forte que você. Vou lhe matar sem deixar marcas”. Durante o enforcamento, a vítima chegou a morder a mão do homem para se soltar, mas ele apertou o pescoço dela com mais força, fazendo-a perder a consciência. Após o incidente, o médico deixou o apartamento.

Busca policial e apreensão da arma

Os agentes localizaram o suspeito dentro do próprio carro, no estacionamento do condomínio. No veículo, foi encontrada uma pistola Glock no assoalho, atrás do banco do passageiro. A mulher e o médico foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central, onde nenhuma lesão grave foi constatada. Posteriormente, o homem permitiu a entrada dos policiais no apartamento para buscas.

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Durante a revista, os agentes encontraram um cofre no imóvel, mas o médico disse não lembrar a senha. Apesar disso, foi apreendida uma maleta de pistola com dois carregadores e 15 munições. A mulher também informou à polícia que o companheiro dizia ser Caçador, Atirador e Colecionador (CAC) e guardava um fuzil em um cofre, embora nunca tivesse visto a documentação.

Encaminhamento à delegacia e prisão

O médico foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, onde foi registrado um boletim de ocorrência por lesão corporal, violência doméstica, ameaça e porte ilegal de arma de fogo. No entanto, ele foi preso apenas pelo porte ilegal de arma. A Polícia Civil explicou que não há provas suficientes da violência doméstica, considerando que ambos apresentaram lesões características de agressões mútuas e não havia testemunhas no local.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), foi arbitrada fiança para o médico, mas o valor – não divulgado – não foi pago, e ele permaneceu preso. As investigações continuam para apurar a denúncia de violência doméstica.

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