Crime brutal em Chapecó
Uma massagista de 47 anos foi brutalmente assassinada a tiros pelo ex-marido na manhã de sábado (25), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Roseli Montardin foi atingida na cabeça quando chegava em casa, e os filhos dela estavam dentro do carro no momento do crime, testemunhando toda a ação criminosa, conforme informou a polícia.
Fuga e prisão do suspeito
Após cometer o feminicídio, o ex-marido fugiu do local. Na terça-feira (28), ele se apresentou à polícia acompanhado de uma advogada. Simultaneamente, a Justiça autorizou o mandado de prisão solicitado pela Polícia Civil dois dias antes, resultando na prisão do homem ainda na delegacia. O nome do investigado não foi divulgado.
Vítima e motivação
Roseli trabalhava com massagem estética e terapêutica em Chapecó. Ela deixa quatro filhos, sendo que três deles, crianças, estavam no carro com ela no momento do crime. A filha mais nova, de apenas 4 anos, é filha do próprio suspeito. De acordo com a Polícia Militar, o assassinato foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento por parte do ex-marido. A Polícia Civil segue investigando o caso.
Velório e comoção
O velório de Roseli Montardin ocorreu no domingo (26), em Chapecó, reunindo familiares e amigos em meio a grande comoção.
Abril violento para mulheres em Santa Catarina
Este mês de abril já se configura como o mais violento para mulheres em Santa Catarina nos últimos dois anos, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Até o dia 25, foram registradas 10 vítimas de feminicídio no estado, com ocorrências em todas as semanas de abril. As regiões mais afetadas foram: Grande Florianópolis (2 casos), Sul (3 casos) e Oeste (5 casos).
A última vez que o estado registrou um mês tão violento para as mulheres foi em março de 2024, quando também foram contabilizados 10 feminicídios, conforme o painel de Violência Contra Mulheres em Santa Catarina. Em todo o ano de 2026, Santa Catarina soma 22 casos de feminicídio, número que representa cerca de 42% do total de casos registrados em 2025, quando 52 mulheres foram assassinadas.
Os dados alarmantes reforçam a necessidade de políticas públicas efetivas de prevenção e combate à violência doméstica e ao feminicídio no estado.



