Lula recebe mãe de vítima de feminicídio e promete endurecer leis de proteção às mulheres
Lula recebe mãe de vítima de feminicídio e promete leis mais duras

Lula recebe mãe de vítima de feminicídio e promete endurecer leis de proteção às mulheres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou um encontro emocionante nesta quinta-feira (19), em São Paulo, com Lúcia, mãe de Tainara Souza Santos, vítima de um brutal feminicídio ocorrido no ano passado. A reunião, que durou aproximadamente 40 minutos no Expo Center Norte, contou também com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacando o compromisso do governo federal com a luta contra a violência de gênero.

Detalhes do caso de Tainara e o apelo da mãe

Tainara Souza Santos, de 31 anos, faleceu na noite de 24 de dezembro após quase um mês internada em estado grave. Ela foi atropelada e arrastada por mais de um quilômetro na Marginal Tietê, na Zona Norte de São Paulo, pelo ex-ficante, em um caso que inicialmente foi tratado como tentativa de feminicídio e posteriormente reclassificado como feminicídio após sua morte. Durante a internação, Tainara passou por ao menos cinco cirurgias de alta complexidade, evidenciando a gravidade do ataque.

Durante o encontro, Lúcia fez um apelo direto e comovente ao presidente, pedindo mais atenção e rigor nas leis de proteção às mulheres. Ela enfatizou que a dor da perda não é apenas individual, mas compartilhada por inúmeras mães que perderam suas filhas para a violência. “Pedi a ele que olhasse com carinho para as leis a favor das mulheres, pois essa dor não é só minha, é de todas as mães. Não podemos aceitar mulheres sendo abusadas, oprimidas e mortas”, afirmou Lúcia, reforçando a urgência de ações concretas.

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Aumento alarmante de feminicídios em São Paulo

Em 2025, o estado de São Paulo registrou o maior número de casos de feminicídio desde o início da série histórica em 2018, com 270 ocorrências, o que equivale a uma mulher assassinada a cada 32 horas em média. Os dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostram um aumento de mais de 8% em relação ao ano anterior, quando 246 mulheres foram mortas, indicando uma tendência preocupante de crescimento da violência contra as mulheres.

Lúcia também destacou que qualquer mulher pode se tornar vítima de violência, relembrando casos recentes como o da soldado Gisele, morta após levar um tiro na cabeça no apartamento em que morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Neto. Isso reforça a necessidade de apoio às famílias e maior atuação do estado na prevenção e combate a esses crimes.

Resposta do governo e medidas propostas

Em resposta ao apelo, o presidente Lula afirmou que pretende solicitar novas medidas para endurecer as punições em casos de feminicídio e violência contra a mulher. A proposta inclui ampliar ações de proteção às vítimas, sinalizando que o tema será levado para discussão no governo. A reunião foi marcada pela apresentação das demandas da família e pela sinalização clara de que há um compromisso em avançar nessa frente.

Vale ressaltar que, em 2024, a Lei 14.994, conhecida como “Pacote Antifeminicídio”, já endureceu o tratamento do feminicídio no Brasil, elevando a pena de 12-30 anos para 20 a 40 anos de reclusão, tornando-a maior que a do homicídio qualificado. O crime passou a ser autônomo, com regras mais rígidas para progressão de regime, permitindo-a apenas após 55% da pena cumprida.

Como buscar ajuda em casos de violência

Em casos de violência contra a mulher, é crucial buscar apoio imediato. A Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, oferece um serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, fornecendo orientação e encaminhamento para redes de apoio. Em situações de emergência, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190, garantindo uma resposta rápida e eficaz para proteger as vítimas.

Este encontro entre Lula e a mãe de Tainara simboliza um passo importante na luta contra a violência de gênero, mas também serve como um alerta para a sociedade sobre a necessidade contínua de vigilância e ação coletiva. Com o aumento dos casos de feminicídio, medidas governamentais e comunitárias são essenciais para garantir a segurança e os direitos das mulheres em todo o país.

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