A Justiça do Maranhão determinou o adiamento do novo julgamento de Eliézer da Cunha Reis, suspeito de tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira, Weslane Naiane Correa. A sessão, que estava agendada para esta quinta-feira (26), foi remarcada para o dia 17 de abril devido ao adoecimento do promotor responsável pelo caso.
Histórico do caso e nova data para o júri
Eliézer da Cunha Reis será julgado pela 2ª Vara do Júri de São Luís, após um longo processo judicial. Inicialmente, ele foi absolvido da acusação de tentativa de feminicídio em 2019, mas a vítima conseguiu anular essa sentença, o que resultou na marcação de um novo júri. Apesar da absolvição anterior, ele foi condenado a três anos de prisão pelo crime de cárcere privado, com possibilidade de cumprimento em regime aberto.
Detalhes do crime e sequelas sofridas pela vítima
O crime ocorreu no dia 5 de abril de 2018, em São Luís. Weslane Naiane Correa foi sequestrada em um motel e levada para outro estabelecimento no Bairro de Fátima, onde foi baleada pelo ex-companheiro. O casal mantinha um relacionamento de aproximadamente quatro anos, que havia sido recentemente encerrado por Weslane. Inconformado com o fim da relação, Eliézer teria planejado o sequestro, mantendo-a em cárcere privado.
Após ser baleada, Weslane foi internada em estado grave no Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I) e submetida a cirurgias para remover balas alojadas na cabeça e no rosto. Ela sobreviveu aos ferimentos, mas ficou com diversas sequelas graves, incluindo a perda da visão de um dos olhos.
Recursos e busca por justiça
O Ministério Público recorreu da decisão de absolvição de 2019, argumentando que ela era contrária às provas apresentadas nos autos. Esse recurso foi fundamental para garantir a realização de um novo julgamento, demonstrando a persistência da vítima e das autoridades na busca por justiça.
Agora, com a nova data marcada para 17 de abril, o caso retorna ao tribunal, onde Eliézer da Cunha Reis enfrentará novamente as acusações de tentativa de feminicídio. A comunidade e os defensores dos direitos das mulheres aguardam ansiosamente o desfecho deste processo, que tem como pano de fundo a luta contra a violência doméstica e a proteção das vítimas.



