O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) tornou ré Mariana dos Santos Muniz, uma jovem de 20 anos que invadiu a residência do ex-namorado e atacou a atual companheira dele com uma faca, em São Vicente, no litoral paulista. O caso ocorreu no dia 5 de abril, quando a mulher entrou no imóvel enquanto o casal dormia.
Detalhes do ataque
Segundo o boletim de ocorrência, Mariana desferiu vários golpes contra a vítima, que foi socorrida ao Hospital do Vicentino com ferimentos na coxa e na cabeça. O ex-companheiro, de 37 anos, não se feriu. A faca utilizada no crime chegou a quebrar, com a lâmina se soltando do cabo durante as agressões.
Denúncia e decisão judicial
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou a jovem por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe. O juiz Silvio Roberto Ewald Filho, da 2ª Vara Criminal de São Vicente, aceitou a denúncia, tornando Mariana ré no processo.
Em nota, o advogado de defesa, Angelo Santos, afirmou que vê o recebimento da denúncia como uma oportunidade para a elucidação técnica e imparcial dos fatos. “Ressaltamos que o processo judicial é o ambiente adequado para o exercício do contraditório e da plena defesa, garantias constitucionais que asseguram que todas as circunstâncias do ocorrido sejam devidamente analisadas”, declarou.
A defesa pretende solicitar uma avaliação psiquiátrica para investigar a sanidade mental de Mariana no momento do crime. “Entendemos que a avaliação é medida de rigor para que a justiça seja aplicada com base na real capacidade de compreensão e autodeterminação da ré”, acrescentou o advogado.
Histórico de violência
O ex-companheiro informou que já registrou 15 boletins de ocorrência contra Mariana desde 2024, por ameaça e perseguição. A família da acusada declarou que ela possui transtornos psicológicos e faz uso de medicação controlada.
No entanto, a policial militar que atendeu a ocorrência destacou que Mariana “não apresentava comportamento anormal, demonstrando coerência e sanidade ao confessar” o crime. A agente encontrou a jovem em frente ao imóvel, acompanhada dos pais, e, ao entrar na casa, deparou-se com “muito sangue”.
Próximos passos
O caso segue em tramitação na Justiça. A defesa busca demonstrar a necessidade de uma análise profunda do contexto, incluindo a saúde mental da ré, enquanto o Ministério Público sustenta a acusação de tentativa de homicídio qualificado.



