Idoso de 73 anos é preso por suspeita de estupro de três bisnetas em Muaná, Pará
Um homem de 73 anos foi preso preventivamente em Muaná, localizada no arquipélago do Marajó, no estado do Pará, sob suspeita de cometer estupros contra suas três bisnetas. De acordo com informações da Polícia Civil, os abusos sexuais ocorriam regularmente durante os fins de semana, quando o idoso visitava a residência das vítimas, que têm idades de 13, 11 e apenas dois anos.
Investigações e denúncia anônima
As investigações sobre este caso grave tiveram início há mais de um ano, após o Conselho Tutelar do município receber uma denúncia anônima que detalhava os crimes. O caso foi imediatamente encaminhado para o núcleo especializado da Delegacia de Muaná, que assumiu a apuração com seriedade e rigor.
Durante o inquérito policial, as três meninas foram ouvidas em dezembro de 2025 por meio do procedimento de depoimento especial, uma metodologia adotada para evitar a revitimização e garantir um ambiente seguro durante os relatos. A polícia destacou que as vítimas receberam acolhimento adequado e continuam em acompanhamento psicossocial para lidar com o trauma.
Detenção e continuidade das investigações
O idoso suspeito foi preso preventivamente e, em seguida, transferido para a unidade prisional da região, onde aguarda o desfecho legal do processo. A Polícia Civil informou que as investigações permanecem ativas, com o objetivo de reunir provas adicionais e concluir o inquérito de maneira abrangente.
Contexto da violência sexual no Pará
Este caso em Muaná reflete a gravidade e a persistência da violência sexual contra crianças e adolescentes no estado do Pará. Dados da Secretaria de Segurança Pública (Segup) revelam que, em 2025, foram registrados 5.448 casos de violência sexual, representando um aumento preocupante de 4,8% em comparação com o ano anterior.
Entre crianças na faixa etária de 0 a 11 anos, houve 2.140 ocorrências no mesmo período, com uma leve redução de 1%, mas a região do Marajó se destaca por apresentar taxas proporcionais alarmantes. Cidades como Salvaterra e Soure, por exemplo, registram números elevados que chamam a atenção das autoridades e da sociedade civil.
A situação evidencia a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes e campanhas de conscientização para combater esse tipo de crime, especialmente em áreas mais vulneráveis como o arquipélago do Marajó.
