Homem ataca esposa e enteado com facão em residência de Mongaguá
A Justiça de Mongaguá, no litoral de São Paulo, decretou a prisão preventiva de Márcio Gomes, de 53 anos, após ele ser flagrado agredindo a esposa, de 35 anos, e o enteado, de 14 anos, com um facão. O homem, que possui extenso histórico criminal, é considerado foragido e a agressão ocorreu no dia 28 de março, na Vila Anhanguera, após uma discussão motivada por ciúmes.
Violência doméstica e violação de medidas protetivas
Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, Márcio e a vítima estavam juntos há aproximadamente sete anos. A mulher já havia registrado um boletim de ocorrência e obtido medidas protetivas contra o suspeito, que foram quebradas no último domingo, 5 de maio, quando ela relatou uma nova agressão. Por conta dessa violação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva com base na Lei Maria da Penha.
O pedido foi feito pelo delegado Vanderlei Aparecido Cavalcante e acatado pelo juiz Yuri Cesar Serapião, da 1ª Vara Criminal. A decisão também levou em consideração os antecedentes criminais de Márcio, que incluem passagens por:
- Receptação
- Roubo
- Furto
- Estelionato
- Violência doméstica
Juiz considera novas medidas insuficientes e decreta prisão
O juiz Yuri César considerou que a imposição de novas medidas protetivas seria insuficiente para garantir a segurança das vítimas. “Necessária a prisão preventiva do averiguado, pois conforme exposto pela vítima, o representado age de forma intimidatória, perseguindo a vítima, danificando patrimônio e contando com auxílio de terceiros”, pontuou o magistrado, que decretou a prisão na sexta-feira, 10 de maio.
Câmeras de monitoramento flagraram o momento da agressão, reforçando as evidências contra o acusado. O menino agredido é fruto de outro relacionamento da mulher, o que aumenta a gravidade do caso, envolvendo uma criança no ciclo de violência.
Defesa do acusado contesta versão dos fatos
Em vídeo enviado à TV Tribuna, a advogada Fernanda Caetano, que representa Márcio Gomes, afirmou que as informações divulgadas “não correspondem à realidade dos fatos”. Ela destacou que o cliente não teve a intenção de ferir a mulher ou os familiares e que todas as questões serão resolvidas no âmbito processual.
A defesa ressaltou que provará a inocência do cliente ao longo do processo, mas as autoridades mantêm a decisão de prisão preventiva devido ao risco iminente e ao histórico de reincidência. O caso segue sob investigação, com a polícia em busca do foragido, que continua a representar uma ameaça para as vítimas.



