Feminicídio em Anastácio: Companheiro tenta simular morte natural após crime
Um caso chocante de feminicídio em Mato Grosso do Sul revela a crueldade de um companheiro que, após assassinar a esposa, tentou enganar a família com mensagens falsas para simular uma morte natural. Leise Aparecida Cruz, de 41 anos, foi a sexta vítima de feminicídio no estado em 2026, morta por asfixia na sexta-feira, dia 6 de março, na cidade de Anastácio. O autor do crime, Edson Campos Delgado, de 43 anos, confessou o ato e agora aguarda a Justiça, preso em flagrante.
Mensagens falsas e a descoberta da verdade
Leisiane Cruz Vieira, filha de Leise, compartilhou nas redes sociais os detalhes da tentativa de Edson de ocultar o crime. Segundo ela, na manhã do dia 6, às 8h30, recebeu uma mensagem de "bom dia, flor do dia" no WhatsApp, exatamente como a mãe costumava enviar diariamente. No entanto, o laudo posterior mostrou que Leise já estava morta desde as 7h, indicando que as mensagens foram enviadas por Edson para despistar a família.
Durante o dia, as trocas de mensagens foram escassas, e à noite, Edson enviou um áudio afirmando: "Sua mãe está deitada, ela tá meio fraquinha ela. Liguei pro Samu e pro Bombeiros, eles estão vindo aqui." Leise foi levada ao hospital, e às 1h58 do sábado, dia 7, Edson informou a família sobre a morte, alegando que ela sofrera um infarto repentino. Em outras mensagens, ele expressou abalo emocional e preocupação com o filho do casal, de 3 anos.
Confissão e indícios de relacionamento abusivo
A versão de Edson não resistiu à investigação policial. Pressionado, ele confessou que matou Leise durante uma discussão, segurando-a pelo pescoço e empurrando-a contra a parede. As mensagens divulgadas por Leisiane também apontam para um relacionamento abusivo. Em conversas, Leise descrevia o marido como uma pessoa "ruim" e relatou que estava com dor há três dias, recebendo apenas o número do Samu como resposta de Edson, que se recusava a levá-la à mãe.
Leisiane emocionou-se ao lembrar da mãe: "Minha mãe não era apenas mais um nome. Ela era filha. Ela era mãe. Ela era amiga. Ela era uma mulher cheia de sonhos. Uma mulher que lutava pelos filhos todos os dias. E teve sua vida tirada de forma brutal." Familiares e amigos agora buscam manter viva a memória de Leise, enquanto a Justiça segue seu curso.
Este caso destaca a gravidade da violência doméstica e a importância de denúncias para prevenir tragédias similares. As autoridades continuam investigando detalhes, e Edson permanece detido, aguardando julgamento.



