Mulher acusa ex-sogro de atropelamento em Franca após discussão sobre cadeirinha
Ex-sogro atropela mulher durante discussão em Franca, SP

Mulher relata tentativa de atropelamento por ex-sogro durante briga familiar em Franca

Uma jovem de 23 anos registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher de Franca, no interior de São Paulo, acusando o ex-sogro e o ex-marido de tentativa de atropelamento durante uma discussão familiar. O episódio violento ocorreu no dia 8 de março, data que coincidiu com o Dia Internacional da Mulher, em uma praça do Jardim Aeroporto I.

Discussão sobre cadeirinha culmina em violência extrema

Thalia Martins Batista Ferreira havia se dirigido ao local público acompanhada do atual marido para buscar a filha de 3 anos após o fim de semana de visitas ao pai biológico. A escolha do espaço aberto visava evitar os conflitos que vinham ocorrendo na porta de sua residência. Após a entrega da criança, surgiu uma discussão acalorada sobre a posse de uma cadeirinha de transporte infantil adquirida durante o casamento anterior.

"O meu ex-sogro avançou com o carro para cima de mim por conta de uma briga sobre a cadeirinha do assento do carro da minha filha", relatou Thalia em depoimento.

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Cenas captadas por câmeras de segurança revelam gravidade

Imagens de segurança obtidas pela investigação mostram momentos críticos da agressão:

  • A vítima se posiciona diante do veículo do ex-sogro
  • O automóvel dá marcha à ré e acelera contra a jovem
  • Com o impacto, Thalia cai sobre o capô do carro
  • Ela é arremessada violentamente ao chão

A jovem descreveu o momento do atropelamento com detalhes angustiantes: "Eu lembro das palavras do meu ex-marido certinhas: 'Acelera, pai, vamos embora, acelera'. E o meu ex-sogro acelerou para cima de mim. Quando eu senti o chão embaixo de mim, a única coisa que passou pela minha cabeça foi que esse carro não passasse por cima de mim".

Consequências físicas e psicológicas do trauma

Thalia sofreu diversas lesões no incidente, incluindo hematomas na coxa, escoriações no cotovelo e dores intensas no quadril e na cabeça. Embora o exame de corpo de delito não tenha constatado fraturas, o impacto emocional tem sido devastador para toda a família.

A criança de 3 anos presenciou toda a violência do colo do atual marido da mãe, situação que tem gerado profunda preocupação sobre o desenvolvimento psicológico da menina. "Ela presenciou tudo e conta que 'o vovô João atropelou a mamãe', gesticulando com os bracinhos como se fosse algo normal de se ver", lamentou Thalia.

Histórico de conflitos e medidas protetivas

O relacionamento de quatro anos entre Thalia e o ex-marido já era marcado por tensões e pressão psicológica. A separação ocorreu após um episódio em que o celular da jovem foi destruído durante uma discussão violente, também presenciada pela filha do casal.

Após o divórcio e a definição de guarda unilateral para a mãe, a vítima relatou que o ex-marido chegou a invadir sua residência. Embora tenha obtido inicialmente uma medida protetiva, esta foi posteriormente revogada pela Justiça. Diante do novo episódio de violência, a defesa de Thalia conseguiu uma nova medida protetiva contra ambos os agressores e ingressou com pedido judicial para revisão do direito de visitas paternas.

Impacto duradouro na rotina familiar

O trauma transformou completamente a vida da família. Thalia, que trabalha como atendente de telemarketing, migrou para regime 100% home office e retirou a filha da creche por medo de circular nas ruas. "Qualquer barulho na casa, eu acho que é alguém tentando invadir. O medo é constante. Eu tenho medo de andar na rua, porque eu tenho a sensação de que a qualquer momento aquele carro vai vir para cima de mim", confessou a vítima.

A Polícia Civil investiga o caso como lesão corporal e violência doméstica, com base na Lei Maria da Penha. Até o momento, a defesa dos acusados não foi localizada para se manifestar sobre as acusações.

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