Ex-namorado recebe pena de 33 anos por assassinato de jovem em Suzano
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou a condenação de Yan Oliveira a 33 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato da ex-namorada Isabelly Joanna Silva de Santana, de apenas 20 anos, ocorrido em Suzano. A pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado, e o réu não terá direito a recorrer em liberdade, conforme decisão judicial.
Crime brutal nas ruas de Suzano
O crime aconteceu em maio de 2025, quando a jovem foi surpreendida na rua e atacada com golpes de faca pelas costas, especificamente na região lombar. Isabelly chegou a ser socorrida com vida e encaminhada ao Hospital e Maternidade de Suzano (HMS), mas infelizmente não resistiu aos graves ferimentos causados pelo ataque.
De acordo com informações do TJ-SP, o Conselho de Sentença reconheceu duas qualificadoras no crime: o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o emprego de meio cruel. Essas circunstâncias resultaram na condenação por homicídio duplamente qualificado, aumentando significativamente a pena aplicada ao acusado.
Julgamento realizado em segredo de justiça
O júri popular foi encerrado na noite de quinta-feira (26), no Fórum de Suzano, após um dia inteiro de procedimentos judiciais. O julgamento ocorreu em segredo de justiça, sem acesso do público ou da imprensa, medida prevista em lei para casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, com o objetivo principal de proteger a intimidade e a dignidade da vítima.
Apenas a mãe de Isabelly, que atuou como assistente de acusação durante o processo, teve permissão para acompanhar a sessão judicial. Antes do início do julgamento, familiares e amigos da vítima se reuniram em frente ao fórum em um protesto silencioso, demonstrando apoio e buscando justiça para a jovem assassinada.
Detalhes do caso e confissão do acusado
Durante a tarde do julgamento, foram ouvidas várias testemunhas, incluindo a mãe da vítima e pessoas próximas à jovem. O crime ocorreu na rua Biotônico, na Vila Urupês, no dia 15 de maio de 2025, quando o acusado surpreendeu Isabelly e a atacou brutalmente.
Yan Oliveira confessou a autoria do crime durante as investigações, alegando que mantinha um relacionamento anterior com a vítima e que estava sendo difamado por ela. No entanto, o acusado não especificou qual seria o conteúdo dessa suposta difamação, deixando dúvidas sobre os reais motivos que levaram ao crime hediondo.
A defesa do réu não se manifestou até o momento da condenação, conforme informações disponíveis. O caso representa mais um triste episódio de violência contra a mulher no Brasil, destacando a importância das medidas protetivas e do rigor da justiça em crimes dessa natureza.



