Ex-marido é condenado a 80 anos por feminicídio de confeiteira na frente dos filhos em Goiás
Ex-marido condenado a 80 anos por feminicídio em Goiás

Ex-marido recebe pena de 80 anos por feminicídio brutal de confeiteira em Goiás

O ex-marido da confeiteira Amabhia Chinagria Pereira da Silva, de 28 anos, foi condenado a 80 anos de reclusão pelo crime de feminicídio, após matá-la a facadas na frente dos três filhos do casal em Niquelândia, no norte de Goiás. A decisão do tribunal do júri ocorreu nesta terça-feira (7), marcando um capítulo trágico de violência doméstica que chocou a região.

Detalhes do crime e fuga desesperada

O crime aconteceu em junho de 2025, no Setor Belo Horizonte, onde Amabhia foi encontrada pela Polícia Militar em frente a uma oficina próxima à sua residência. Segundo relatos da Polícia Científica, a vítima sofreu uma facada no pescoço e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros, chamado por vizinhos alarmados. Infelizmente, ela não resistiu aos ferimentos e faleceu no Hospital Municipal de Niquelândia.

Após o assassinato, o acusado tentou fugir em um carro, levando consigo os três filhos pequenos. Durante a fuga, ele colidiu com um caminhão estacionado, abandonou as crianças no local do acidente e fugiu a pé, entrando em uma área de mata. A Polícia Militar seguiu pistas fornecidas por moradores, mas não conseguiu localizá-lo imediatamente. As crianças, felizmente, foram resgatadas sem ferimentos pelo Conselho Tutelar e encaminhadas para familiares da vítima.

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Condenação e penalidades adicionais

O júri condenou o réu a 40 anos pelo crime de feminicídio, com acréscimo de três vezes o terço da pena devido aos antecedentes criminais e às circunstâncias agravantes: o crime ter sido cometido na presença dos filhos e a tentativa de fuga subsequente. Isso resultou na pena total de 80 anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Além da prisão, o acusado foi sentenciado a pagar uma indenização de R$ 150 mil aos familiares de Amabhia e perdeu o exercício do poder familiar sobre os filhos. O tribunal considerou seus antecedentes criminais, que incluíam processos por furto, lesão corporal grave e roubo, aos quais ele respondia em liberdade na época do feminicídio.

Contexto e impacto social

Este caso ocorre em um cenário onde o feminicídio cresceu 6% em Goiás em 2025, destacando a urgência de medidas contra a violência de gênero. A condenação severa reflete um esforço do sistema judiciário para combater tais crimes, embora a tragédia tenha deixado uma família devastada e uma comunidade em luto.

A defesa do acusado não se manifestou até a última atualização da reportagem, deixando questões sobre apelações em aberto. Enquanto isso, a memória de Amabhia, uma jovem confeiteira, serve como um lembrete sombrio dos perigos da violência doméstica e da importância da justiça em casos tão brutais.

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