Polícia investiga estupro coletivo de adolescente em Copacabana e busca por quatro homens e um menor
Estupro coletivo de adolescente em Copacabana: polícia busca suspeitos

Polícia investiga estupro coletivo de adolescente em Copacabana e busca por quatro homens e um menor

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está conduzindo uma investigação minuciosa sobre um caso de estupro coletivo que vitimou uma adolescente de 17 anos em um apartamento localizado em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. O crime ocorreu na noite do dia 31 de janeiro, em um imóvel situado na Rua Ministro Viveiros de Castro, desencadeando uma operação policial para localizar os suspeitos.

Indiciamentos e buscas pelos acusados

De acordo com o relatório final do inquérito elaborado pela 12ª DP (Copacabana), quatro homens foram formalmente indiciados pelo crime de estupro com concurso de pessoas. Os nomes dos acusados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho. A polícia emitiu mandados de busca e apreensão, além de tentativas de prisão para os investigados maiores de idade, e uma ordem de apreensão para o menor envolvido. Até o momento, nenhum dos suspeitos foi localizado nos endereços informados, mantendo as buscas em andamento.

Relato detalhado da vítima sobre a violência sofrida

Em depoimento prestado na delegacia, na presença de sua avó, a adolescente narrou os eventos traumáticos. Ela foi convidada por um colega de escola, o menor suspeito, para visitar o apartamento de um amigo dele. A vítima afirmou que, embora tenha sido solicitada a levar uma amiga, acabou indo sozinha por não conseguir companhia. A jovem revelou que teve um relacionamento anterior com o rapaz entre 2023 e 2024, mas não se encontravam desde então.

Ao chegar ao prédio, ela encontrou o jovem na portaria e subiu ao apartamento. No elevador, ele teria avisado que dois amigos estariam no local e insinuado que fariam "algo diferente", o que ela imediatamente recusou. Dentro do imóvel, a adolescente foi levada para um quarto, onde, enquanto mantinha relação sexual com o menor, outros três rapazes entraram no cômodo. Segundo seu relato, eles fizeram comentários inadequados e um deles começou a tocá-la sem consentimento.

Após insistência do adolescente, a vítima concordou que os amigos permanecessem no quarto, com a condição de não a tocarem. No entanto, os jovens teriam tirado a roupa, passado a beijá-la e apalpá-la contra sua vontade. A adolescente descreveu ter sido forçada a praticar sexo oral e sofrido penetração por parte dos quatro jovens. Além disso, ela relatou ter levado tapas, socos e um chute na região abdominal. Em determinado momento, tentou sair do quarto, mas foi impedida pelos agressores.

Provas coletadas e laudo pericial

A investigação teve acesso a imagens das câmeras de segurança do prédio, que mostram a chegada dos jovens ao apartamento e a entrada da adolescente acompanhada pelo menor suspeito. As gravações também registram o momento em que a vítima deixa o imóvel e segue em direção ao elevador. Após acompanhá-la até a saída do prédio, o jovem retorna ao apartamento e faz gestos que os investigadores descrevem como de "comemoração". Há ainda registros da saída dos investigados do edifício em horários próximos ao fato.

Prints de conversas por WhatsApp entre a adolescente e o menor foram incluídos no inquérito. Nas mensagens, ele a convida para ir ao endereço e pergunta se ela poderia chamar uma amiga. A jovem responde que não teria quem convidar, e ele afirma que não haveria problema em ir sozinha. As conversas mostram ainda a combinação do encontro na portaria do prédio e os horários em que ela informa que está chegando.

O laudo de exame de corpo de delito aponta a existência de lesões compatíveis com violência física. Segundo a perícia, foram identificados infiltrado hemorrágico e escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal. O exame descreve ainda três grupos de equimoses nas regiões dorsal e glúteas. Testes rápidos também apresentaram resultado positivo, e materiais foram coletados para exames genéticos e análise de DNA, visando corroborar as alegações da vítima.

Desdobramentos legais e apoio à vítima

A conduta do adolescente foi desmembrada para apuração na Vara da Infância e Juventude, com sua identidade preservada conforme a legislação. A polícia continua empenhada nas buscas pelos suspeitos, enquanto a vítima recebe apoio para lidar com o trauma. Casos como este destacam a importância de denúncias e da busca por ajuda em situações de violência contra a mulher, reforçando a necessidade de medidas preventivas e punitivas eficazes.