Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, que cometeu suicídio após ser preso como suspeito de feminicídio de Ana Luiza Mateus na quarta-feira 22, possuía um longo histórico de problemas com a justiça. São mais de vinte anotações criminais, que vão desde o atropelamento de um policial civil em 2011 até violência doméstica em 2025.
Relacionamento marcado por brigas
Endreo e Ana Luiza mantinham um relacionamento de três meses, repleto de discussões constantes motivadas por ciúmes. Ela foi encontrada morta às 5h30, após cair do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
Atropelamento de policial
No caso de atropelamento, Endreo foi abordado ao sair de uma festa e acelerou o veículo em alta velocidade. O agente chegou a balear o mato-grossense, que não possuía carteira de motorista. Ele foi condenado a três anos de prisão em 2014.
Dívida e problemas psiquiátricos
Cinco anos depois, foi baleado pelo próprio pai ao cobrar uma suposta dívida de R$ 2 milhões — negada por Eder Lincoln Gonçalves da Cunha, que afirmou que o filho tinha problemas psiquiátricos. Na época, Eder alegou que Endreo exigia R$ 200 mil e mais R$ 10 mil mensais para cursar medicina no Paraguai.
Prisão por estupro e sequestro
Em 2025, ele chegou a ser preso em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, após ser acusado por uma mulher de 31 anos de estupro, sequestro, cárcere privado e lesão corporal. O crime envolveu violência extrema, incluindo socos e o uso de um cinto para enforcar a vítima até que revelasse uma suposta traição.
Suicídio na delegacia
Após a morte de Ana Luiza, Endreo foi preso e usou uma bermuda para se enforcar numa cela da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), depois de afirmar repetidamente que era “culpado”. Ele não resistiu aos ferimentos. O local passou por perícia.
Quem era Ana Luiza Mateus
Ana Luiza era natural de Teixeira de Freitas, no extremo Sul da Bahia. Mudou-se para o Rio para tentar lançar a carreira de modelo, seu maior sonho. Era psicóloga, maquiadora profissional e candidata a Miss Cosmo Brasil.
Detalhes do caso
Poucos dias antes de morrer, a psicóloga disse a uma amiga que se sentia numa “gaiola de ouro”. Seu corpo foi encontrado por volta das 5h30 de quarta-feira. Um porteiro do condomínio relatou que viu o casal discutindo por volta das 22h de terça-feira, 21. Endreo chegou a deixar o condomínio residencial Alfapark.
Ela teria sido orientada por funcionários a deixar o local antes da volta do namorado, mas decidiu permanecer porque tinha viagem de volta para a Bahia marcada para o dia seguinte. Mais tarde, Endreo retornou ao prédio, subiu até o apartamento e discutiu com ela mais uma vez. Nesse meio tempo, Ana Luiza caiu do 13º andar do edifício.
Conforme a investigação da Polícia Civil, o namorado desceu pelos fundos do prédio logo depois da queda. Quando chegou à área comum do condomínio, onde a psicóloga havia caído, ele mexeu na posição do corpo e também alterou outros aspectos da cena do crime. A polícia acredita que a queda foi ocasionada por um movimento de impulso, não acidental, devido ao histórico de comportamento abusivo por parte do namorado da vítima.



