Homem é condenado a mais de 51 anos por estuprar enteadas em Alagoas
Condenação de 51 anos por estupro de enteadas em Alagoas

Condenação histórica por crimes sexuais contra enteadas em Alagoas

Um homem foi condenado a 51 anos, quatro meses e 14 dias de prisão por estuprar suas enteadas em Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 23 de setembro, pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL). O agressor já se encontrava preso preventivamente desde o início das investigações.

Crimes sistemáticos ao longo de anos

De acordo com as investigações do Ministério Público, os crimes aconteciam de forma contínua e sistemática ao longo de vários anos, aproveitando-se da relação familiar e da confiança estabelecida. Uma das vítimas foi abusada sexualmente por mais de seis anos, semanalmente, enquanto tinha entre seis e doze anos de idade.

A outra vítima também sofreu abusos em diferentes ocasiões durante sua infância, conforme apontam os depoimentos e provas coletadas durante o processo. A 1ª Promotoria de Justiça de Coruripe destacou que o agressor se valia da posição familiar para cometer os crimes, tornando as vítimas ainda mais vulneráveis.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Provas robustas e reconhecimento da continuidade delitiva

O MP-AL afirmou que os crimes foram comprovados através de:

  • Laudos periciais detalhados
  • Depoimentos das vítimas
  • Testemunhos de pessoas próximas
  • Reconhecimento da continuidade delitiva

O órgão defendeu com êxito o reconhecimento da continuidade delitiva, diante da repetição dos abusos ao longo dos anos, bem como a incidência de agravantes relacionadas à condição de vulnerabilidade das vítimas, que eram menores de idade e estavam sob a guarda do agressor.

Impactos irreparáveis e fundamentação da sentença

O promotor de Justiça Leonardo Novaes Bastos, responsável pela denúncia em 2025, afirmou: "Após apresentarmos todas as provas, o Poder Judiciário reconheceu que os crimes produziram consequências extremamente graves e irreparáveis, com impactos que acompanharão as vítimas por toda a vida, especialmente por terem sido praticados durante a infância, fase essencial para o desenvolvimento humano".

A manutenção da prisão do condenado, também requerida pelo MP-AL, foi fundamentada na garantia da ordem pública e na gravidade concreta dos crimes, evitando a reiteração delitiva. A sentença reflete a gravidade dos atos e o compromisso do sistema de justiça com a proteção de crianças e adolescentes.

Este caso se destaca pela extensão da pena aplicada e pela demonstração de como o sistema de justiça pode atuar de forma eficaz em crimes de violência sexual contra menores, especialmente quando cometidos no ambiente familiar, onde as vítimas deveriam encontrar proteção e segurança.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar