Polícia encontra carro de ex-marido suspeito de feminicídio em Morro Agudo, SP
Carro de suspeito de feminicídio é encontrado pela polícia em SP

Polícia Civil localiza veículo utilizado em feminicídio em Morro Agudo

A Polícia Civil de Morro Agudo, no interior de São Paulo, encontrou na manhã desta quinta-feira, 26 de setembro, o carro utilizado pelo suspeito de assassinar Jaqueline Limeira de Oliveira, de 30 anos. O crime, classificado como feminicídio, ocorreu na noite de terça-feira, 24 de setembro, em uma lanchonete da cidade, e foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento.

Detalhes do veículo encontrado

O delegado João Baptistussi Neto confirmou que o automóvel, um Volkswagen Gol, foi localizado no bairro Jardim São José. O veículo apresentava danos aparentes, possivelmente causados por ação de vândalos após o crime. "Ele [o carro] foi encontrado no bairro Jardim São José e estava danificado, aparentemente foi vítima de ação de vândalos, pensando aí talvez em fazer justiça de alguma outra forma", declarou o delegado.

O suspeito, identificado como Luiz Antonio de Oliveira Cruz, de 53 anos, ex-marido da vítima, utilizou o carro para fugir após o assassinato e permanece foragido. Até o momento desta publicação, a Polícia Civil não conseguiu localizá-lo, e o g1 não obteve contato com sua defesa.

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Crime brutal e contexto de violência

Jaqueline Limeira de Oliveira foi surpreendida pelo ex-marido por volta das 21h40 na calçada de uma lanchonete na Rua Demerval de Castro, no Conjunto Habitacional Humberto Teodoro de Castro. Testemunhas e imagens de segurança mostram que Luiz desceu armado do carro e efetuou pelo menos seis disparos contra a vítima. Após ela cair no chão, o suspeito ainda desferiu um soco antes de fugir do local.

A estudante de enfermagem, que se formaria em julho deste ano e fazia estágio em um hospital de Morro Agudo, foi socorrida e levada a um hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos. Seu enterro ocorreu nesta quinta-feira.

Histórico de ameaças e perseguição

O casal estava separado há dois meses, mas Luiz não aceitava o fim do relacionamento. A mãe da vítima, Ana Cláudia Limeira Pinto, relatou em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, que o ex-marido perseguia constantemente a filha. "Há dois meses eles estavam separados e ele ficava no pé dela. Todos os dias, todos os dias. Era de carro, era de bicicleta, era a pé. Ela estava dentro da van, ele entrava dentro da van, batia nela", desabafou a aposentada.

Ana Cláudia ainda revelou que Jaqueline sofria ameaças e agressões frequentes, mas nunca procurou a polícia por medo do ex-companheiro. "Ela não quis, ela ficava com medo, mas é preciso [denunciar]. Obedeçam suas mães, que mãe não erra. Quando a mãe fala é porque é verdade. Mãe não erra", aconselhou.

Áudio revela intenção criminosa

A EPTV teve acesso a uma mensagem de áudio enviada por Luiz a um colega, na qual ele expressa claramente sua intenção homicida. No áudio, o suspeito afirma: "Eu quero que a Jaqueline vá é para a cova. Eu quero ver ela dentro do buraco, para cuspir na cara dela". Essa gravação reforça o caráter premeditado do crime e o contexto de ódio contra a vítima.

Investigacões em andamento

O caso foi registrado como feminicídio, e o celular da vítima foi encaminhado para perícia, visando coletar evidências que possam auxiliar na elucidação do crime. A polícia continua com buscas intensivas para capturar Luiz Antonio de Oliveira Cruz, que é considerado armado e perigoso.

Este trágico episódio em Morro Agudo destaca a gravidade da violência doméstica e a importância de denúncias e medidas protetivas. A comunidade local está em choque com a brutalidade do crime, que tirou a vida de uma jovem promissora no auge de seus estudos e carreira na área da saúde.

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