Delegada Joana Miraglia revela investigações contra avô acusado de estuprar neta de 13 anos em Sabará
Avô é preso por estuprar neta de 13 anos em Sabará, revela delegada

Delegada Joana Miraglia detalha investigações contra avô acusado de estuprar neta de 13 anos em Sabará

Um idoso de 67 anos foi preso na cidade de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, suspeito de cometer estupro contra a própria neta, uma adolescente de apenas 13 anos. As investigações conduzidas pela Polícia Civil tiveram início após uma denúncia recebida pelo Conselho Tutelar local, que alertava sobre maus-tratos e abandono de incapaz na residência da família.

Denúncia revela situação de vulnerabilidade familiar

Os conselheiros tutelares, ao visitarem o endereço, encontraram três crianças e adolescentes desacompanhados. Foi durante essa intervenção que a vítima, emocionalmente abalada, revelou estar sofrendo abusos sexuais pelo avô há aproximadamente dois anos. A adolescente ainda afirmou que a avó tinha pleno conhecimento dos fatos e, alarmantemente, culpava a neta pelas agressões.

"A vítima estava muito abalada. Ela falava que tinha muito medo de contar para alguém porque ela tinha medo de ser expulsa de casa e não ter onde morar, porque os avós que estavam provendo a residência", declarou a delegada Joana Miraglia, titular da Delegacia da Mulher de Sabará, em entrevista concedida nesta segunda-feira (30).

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Histórico de abusos anteriores vem à tona

De acordo com a autoridade policial, as investigações aprofundadas descobriram que o idoso também teria abusado sexualmente de duas de suas filhas, incluindo a mãe da adolescente, quando elas tinham entre 12 e 15 anos de idade. Além disso, ele é acusado de estuprar uma sobrinha de 9 anos e uma vizinha de 12 anos.

O homem já havia sido indiciado e preso anteriormente, cumprindo pena de 11 meses entre 2019 e 2020, pelo crime cometido contra a vizinha. Após esse período, ele permaneceu com tornozeleira eletrônica, com monitoramento previsto até fevereiro de 2025. Contudo, os demais casos não haviam sido formalmente denunciados às autoridades até então.

Contexto familiar aumenta gravidade do caso

A menina relatou que ela e seus irmãos foram morar com os avós após o falecimento do pai. A mãe das crianças é dependente química e, segundo os relatos, não possuía condições adequadas para cuidar dos filhos, deixando-os em situação de extrema vulnerabilidade sob a guarda dos avós.

Diante das novas evidências e dos depoimentos colhidos, tanto o avô quanto a avó da vítima foram formalmente indiciados pela prática de estupro de vulnerável. O idoso negou as acusações, mas, conforme destacou a delegada Joana Miraglia, as provas contra ele são consideradas robustas e consistentes, sustentando a gravidade das denúncias.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, que reforça a importância da denúncia em situações de violência sexual contra crianças e adolescentes, especialmente em contextos familiares onde o silêncio pode perpetuar ciclos de abuso.

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