Agente da Guarda Municipal de BH preso por tentativa de feminicídio com gasolina
Agente da Guarda Municipal preso por tentar matar ex-companheira com gasolina

Agente da Guarda Municipal de BH preso por tentativa de feminicídio com gasolina

Um agente da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte foi preso na tarde de quinta-feira (19), suspeito de tentar matar a ex-companheira ao jogar gasolina sobre ela. O ataque ocorreu no bairro Caiçara, região Noroeste da capital mineira, e a vítima precisou ser atendida no Hospital Odilon Behrens com problemas nos olhos causados pelo combustível.

Detalhes do ataque violento

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher contou que foi surpreendida pelo ex-companheiro ao sair do trabalho, nas proximidades do Anel Rodoviário com a Avenida Presidente Carlos Luz, próximo a um shopping center. Segundo o relato da vítima, o homem estava escondido atrás de um poste com um galão de combustível e, ao vê-la, se aproximou e arremessou gasolina, atingindo seu rosto, braços e tronco.

A vítima acreditou que o suspeito atearia fogo nela e, por isso, saiu correndo pedindo socorro. Ela conseguiu chegar até uma base comunitária da Polícia Militar, onde recebeu ajuda inicial. A mulher relatou que teve a visão prejudicada por causa da gasolina nos olhos e precisou de atendimento médico especializado no Hospital Odilon Behrens. Após ser medicada, ela recebeu alta.

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Prisão do suspeito e histórico de violência

O suspeito fugiu após o ataque, mas foi localizado horas depois por agentes do Grupamento Especializado de Proteção à Mulher da própria Guarda Municipal, no bairro Taquaril. Durante a abordagem na rua, ele afirmou que pretendia matar a vítima e apresentou comportamento agitado, fazendo ameaças contra a ex-companheira e dizendo que atacaria policiais.

Com ele, foi encontrado um pino com substância semelhante à cocaína. A vítima afirmou aos policiais que manteve um relacionamento de cerca de nove anos com o suspeito e que estava separada havia oito meses. Ela também relatou histórico de ameaças e agressões, além de episódios recentes de violência, incluindo uma invasão à sua casa dias antes do ataque.

Contra o suspeito já havia uma medida protetiva em vigor, que o proibia de se aproximar da vítima, manter contato ou frequentar os locais onde ela estivesse. Mesmo assim, segundo o boletim, ele fez diversas ligações no dia do crime e insistiu em encontrá-la.

Posicionamento das autoridades

Em nota, a Guarda Civil Municipal informou que o agente estava de folga no momento da ocorrência e foi identificado após a vítima acionar a Polícia Militar. A corporação afirmou que atuou para localizá-lo e realizou a prisão, repudiando qualquer forma de violência e informando que vai adotar as medidas administrativas cabíveis.

A Polícia Civil informou que o suspeito, de 46 anos, foi conduzido e ouvido, teve a prisão em flagrante ratificada por tentativa de feminicídio, ameaça e descumprimento de medida protetiva. Uma investigação foi aberta e ele foi encaminhado ao sistema prisional.

O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, enquanto a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.

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