Um professor de educação física foi condenado pela Justiça da Paraíba pelo crime de estupro de vulnerável. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira, 15 de fevereiro de 2025, na comarca de Cuité, cidade localizada na região do Curimataú paraibano.
Detalhes da condenação e redução de pena
O professor foi inicialmente sentenciado a 14 anos de reclusão. No entanto, após um recurso apresentado pela defesa, a pena foi reduzida para 11 anos e oito meses de prisão. Ele havia sido denunciado no mesmo ano por assédio e abuso sexual contra duas alunas, ambas adolescentes com idades entre 12 e 14 anos.
Durante o processo, o acusado foi absolvido das acusações de assédio, mas foi considerado culpado pela prática de estupro de vulnerável. A reportagem do g1 tentou contato com a defesa do professor, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Relembre a investigação e a prisão
As investigações começaram após as denúncias das vítimas. Em seus depoimentos, as adolescentes relataram a conduta criminosa do educador. De acordo com o delegado Iasley Almeida, que confirmou as informações, o suspeito agia por meio de gestos, conversas inadequadas e toques indevidos.
Além disso, a polícia apurou que o professor exibia imagens de conotação sexual, constrangia as vítimas e as incitava a atividades sexuais. As provas colhidas incluíram análises de conversas em aplicativos de mensagem e de imagens compartilhadas.
Diante do conjunto probatório, a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito. O mandado foi cumprido pela Polícia Civil no dia 1º de maio de 2025, resultando na efetiva captura do professor.
Impacto e desfecho judicial
O caso chocou a comunidade de Cuité e levantou debates sobre a segurança de adolescentes no ambiente escolar. A condenação, mesmo com a redução da pena, representa um desfecho judicial para um crime grave que envolve vítimas em situação de vulnerabilidade.
A decisão final, após o recurso, mantém o professor condenado a cumprir pena em regime fechado, afastando-o definitivamente do convívio social e do exercício da profissão que utilizou para cometer os crimes.