Foi iniciado na manhã desta segunda-feira (27), no Fórum Gumercindo Bessa, em Aracaju, o julgamento da mãe e do padrasto acusados de envolvimento na morte de uma criança de dois anos, vítima de politraumatismo e abuso sexual. A morte ocorreu em outubro de 2022.
De acordo com as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o padrasto, que se encontra preso, confessou a prática de todos os crimes. Ele admitiu não apenas a violência física, que foi a causa direta da morte, mas também o abuso sexual reiterado contra a vítima.
Conivência da mãe
As investigações apontaram ainda que a mãe, também presa, era conivente com os crimes. Segundo a polícia, ela participava das agressões físicas contra a criança e não tomou providências ao perceber os abusos sexuais. Familiares relataram que outra criança, irmã da vítima, também teria sido abusada pelo mesmo homem.
O caso tramita em sigilo, e o julgamento não tem previsão para ser finalizado. A expectativa é que as audiências se estendam por vários dias, devido à complexidade do caso e ao número de testemunhas.
O crime
Em outubro de 2022, a criança deu entrada no Hospital Fernando Franco, localizado na Zona Sul da capital, em parada cardiorrespiratória e com sinais evidentes de violência sexual. As equipes médicas tentaram a ressuscitação cardiopulmonar, mas a criança não resistiu aos ferimentos.
Diante dos sinais de violência, o hospital acionou a Polícia Civil, que iniciou as investigações. O padrasto foi preso em flagrante e, posteriormente, a mãe também foi detida. A polícia concluiu que a criança sofria abusos de forma reiterada e que as agressões físicas eram frequentes.
O caso gerou grande comoção na sociedade sergipana e reforçou o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes contra a violência doméstica. Organizações de defesa dos direitos da criança acompanham o julgamento de perto.



