Caso José Arthur: um mês sem respostas sobre bebê desaparecido no Pará
Caso José Arthur: um mês sem respostas sobre bebê no Pará

O desaparecimento do bebê José Arthur, de 1 ano e 6 meses, em Eldorado do Carajás, sudeste do Pará, completou 32 dias nesta terça-feira (28). A mãe da criança, Geiciara Souza Gonçalves, afirma que as lembranças do filho estão presentes em todos os cantos da casa. "Na hora de dormir é o mais dolorido, porque ele sempre dormia comigo", desabafa. Segundo Geiciara, os dias têm sido marcados por sofrimento. "Ele estava sempre perto da gente, sempre no nosso pé".

A Polícia Civil informou nesta terça que já ouviu mais de 25 pessoas e analisou os celulares de todos os moradores da casa onde o bebê sumiu, no dia 26 de março. Dois suspeitos, Roselândio Castro de Almeida e Evandro Firmino da Silva, permanecem presos preventivamente. Eles frequentavam a residência onde a criança desapareceu. O inquérito segue em sigilo na Seccional de Eldorado do Carajás, sob comando da Superintendência Regional de Carajás. O g1 não localizou a defesa dos dois suspeitos até a última atualização da reportagem. O Ministério Público acompanha o caso, e a polícia reforça que o objetivo principal é localizar o menino com vida.

Rotina transformada pela ausência

Na casa simples da Vila Peruana, às margens da BR-155, a rotina da família mudou drasticamente. Geiciara Souza Gonçalves, mãe de José Arthur, olha para o quarto onde dorme com os outros dois filhos, agora sem o caçula. "Saber notícias do meu filho, de alguém ligar para mim dizendo 'olha, achamos o José Arthur, achamos ele, venham para o encontro dele'. Esse é o meu maior desejo todos os dias, de acordar com essa boa notícia", afirma a mãe. A espera é marcada por dor e esperança. Um mês depois, a família segue sem respostas sobre o paradeiro do bebê. Geiciara reforça a expectativa de que o menino seja encontrado com vida. "Está sendo muito lento. A gente vai na delegacia e não dão respostas de nada. Nem esclarecimento, nem nada. E a gente fica até sem saber o que está acontecendo. A gente precisa de respostas", desabafa.

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Megaoperação de buscas

Ao longo do mês, uma megaoperação foi montada para tentar localizar a criança. Drones, cães farejadores, mergulhadores e sonar da Marinha foram utilizados nas buscas. Durante as investigações, a polícia apreendeu os celulares de todas as pessoas que moram na casa de onde o bebê desapareceu. Os aparelhos passaram por análises e foram devolvidos aos donos na última sexta-feira (24). O resultado da perícia nos celulares deve sair ainda esta semana. José Arthur vivia com a família em uma casa na Vila Peruana, próximo ao Assentamento Lourival Santana, na zona rural de Eldorado do Carajás, cidade distante 650 km de Belém.

Desde o dia 26 de março, agentes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Marinha do Brasil vasculharam um raio de cinco quilômetros para tentar localizar a criança. As buscas se concentraram em áreas de mata, beira de rio e locais apontados por denúncias anônimas. As buscas foram encerradas, mas a investigação continua, segundo o Ministério Público do Pará (MPPA). A região onde a criança sumiu é marcada por uma paisagem composta por áreas de vegetação e rio, além da passagem de uma rodovia federal.

As autoridades ainda não detalharam quem foi a última pessoa que o bebê teve contato antes de sumir, se ele estava sozinho, nem as circunstâncias do desaparecimento. Informações que possam contribuir com as investigações devem ser repassadas à polícia de forma anônima pelo Disque-Denúncia (181).

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