Líder do Atos enfrenta acusações graves de assédio sexual nos Estados Unidos
O renomado lutador brasileiro de jiu-jitsu André Galvão, de 43 anos, está no centro de uma polêmica séria envolvendo alegações de assédio sexual. Galvão, que é líder da equipe Atos com sede em San Diego, nos Estados Unidos, foi publicamente acusado por uma ex-aluna da academia, a lutadora americana Alexa Herse, de 18 anos.
Denúncia detalhada nas redes sociais gera comoção
Alexa Herse, uma faixa-roxa que vinha se destacando em competições internacionais sob a bandeira da Atos, fez a denúncia através das redes sociais. Em seu relato, a jovem descreveu episódios supostamente ocorridos ao longo dos últimos seis meses durante sessões de treinamento.
Segundo a versão da atleta, o comportamento inapropriado de Galvão incluía toques inadequados durante os treinos, comentários repetidos sobre seu corpo e aparência, e situações constrangedoras onde ele a separava de seus parceiros de treino escolhidos.
"Nos últimos 6 meses, fui deixada muito desconfortável em diversas ocasiões por André Galvão", afirmou Alexa em sua publicação. "Ele me tocou de forma inapropriada durante os treinos e fez comentários sobre meu corpo repetidamente".
Relatos específicos de comportamento sexualmente inadequado
A lutadora forneceu detalhes específicos que aumentaram a gravidade das acusações:
- Galvão teria gemido de forma sexual em seu ouvido enquanto estava em cima dela durante treinos
- Em outra ocasião, com a cabeça muito próxima da dela, ele teria lambido sua orelha
- A americana afirma que era frequentemente obrigada a treinar com Galvão contra sua vontade
Busca por ajuda dentro da equipe e nova frustração
Alexa Herse também revelou que procurou Angélica Galvão, esposa de André e uma das lideranças da equipe Atos, para relatar o que estava acontecendo. Segundo a jovem, a resposta foi decepcionante.
"Ela não só não fez nada a respeito, como me disse para não falar nada", contou Alexa. "Angélica me orientou que 'se está errado, você tem que pelo menos fingir que está certo' e acrescentou 'não morda a mão que te alimenta'".
A lutadora questionou publicamente a postura da esposa de Galvão: "Ela escolheu me ignorar, me silenciar e proteger o marido. Mas você ainda se sentiria assim se fosse sua filha?".
Defesa pública e ameaça de ações judiciais
Horas antes da divulgação do relato de Alexa Herse, André Galvão já havia usado suas redes sociais para se defender do que chamou de "rumores falsos". Sem citar nominalmente a ex-aluna, o brasileiro negou veementemente todas as acusações de assédio.
"Essas alegações não são verdadeiras, e estamos tomando as medidas legais cabíveis para proteger a integridade da Atos", declarou Galvão em sua publicação.
O líder da equipe acrescentou: "Não irei me envolver em disputas nas redes sociais. No entanto, já estou tomando todas as medidas necessárias para proteger nossa comunidade e o nome da minha família. Garanto que, em breve, toda verdade será esclarecida".
Contexto administrativo e financeiro da equipe
Em sua defesa, Galvão também mencionou mudanças recentes na estrutura da Atos, sugerindo que a saída de alguns membros da equipe estaria relacionada a questões administrativas e financeiras, e não aos supostos episódios de assédio.
O caso ocorre em um momento delicado para o esporte de combate, onde discussões sobre conduta ética e segurança nos ambientes de treinamento têm ganhado cada vez mais destaque internacionalmente.



