Moradores reclamam de insegurança no entorno da Linha 17-Ouro
Insegurança no entorno da Linha 17-Ouro

A Linha 17-Ouro do monotrilho completa um mês de funcionamento nesta semana, gerando opiniões divergentes entre os passageiros. Além das avaliações sobre o serviço, um problema adicional preocupa os moradores dos bairros vizinhos: a presença constante de pessoas em situação de rua e usuários de drogas sob o viaduto da linha.

Impacto na segurança pública

A chegada do monotrilho trouxe alívio para quem aguardava há décadas por uma nova opção de transporte e pelo fim das obras na Avenida Jornalista Roberto Marinho. No entanto, a concentração de usuários de drogas na região persiste sem solução. Nesta terça-feira (29), o fluxo de dependentes químicos estava espalhado pela avenida. Agentes da Guarda Civil Metropolitana circularam pelo entorno, acompanhando equipes que recolhiam objetos deixados por pessoas que ocuparam ruas próximas.

Moradores afirmam que a situação piorou nos últimos dias. “Hoje mesmo a gente presenciou o pessoal vendendo droga. Os carros paravam, compravam e saíam. A gente acionou a Polícia Militar e disse que não estava dando. De uns dias para cá, a situação se agravou demais”, relatou o gerente predial Marcelo Marques da Silva.

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Relatos de medo e migração de dependentes

O impacto na segurança também é percebido por quem vive na região. “Não tem horário específico. Eles tomam conta de um jeito que você não consegue mais tirá-los, como está acontecendo aqui no fundo do meu prédio. Os adolescentes dão mais medo porque são brutalmente mais desinibidos, não têm medo de estar no lugar nem de confrontar moradores”, disse uma residente.

Na Rua Doutor Estácio Coimbra, a poucos metros do monotrilho, moradores notaram uma migração de dependentes químicos, que ocupam a via em determinados horários. Mesmo com câmeras instaladas, a ação criminosa não é inibida. Segundo Marcelo, equipamentos de segurança já foram furtados. “Temos uma câmera aqui ao lado que já foi roubada duas vezes. Era um poste de plástico, sem valor, mas eles trocam por nada. É a segunda ou terceira vez que mexemos nessas câmeras”, afirmou.

Furtos de cabos afetam operação do monotrilho

A insegurança também impacta o transporte público. Às vésperas de completar um mês de operação parcial, a Linha 17-Ouro já registra cinco furtos de cabos, três com impacto direto na circulação dos trens. Dois casos ocorreram na madrugada desta terça. Um homem de 28 anos foi preso em flagrante suspeito de furtar cabos de cobre da estrutura do monotrilho, quando levava o material para um ferro-velho. No outro caso, ninguém foi identificado.

O gerente de operações do Metrô afirmou que há trabalho conjunto com a Secretaria da Segurança Pública para resolver o problema. Moradores cobram mais atenção das autoridades. “Todo mundo ficou voltado para a Roberto Marinho e o monotrilho, esquecendo que do lado de cá também tinha um bairro que precisava de segurança, e isso não acontece”, disse outra moradora, que preferiu não se identificar.

Resposta das autoridades

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o policiamento foi reforçado na região, resultando na prisão do suspeito na madrugada. Disse ainda que as forças policiais atuam de forma integrada no combate ao furto e à receptação de fios e cabos metálicos, com operações em ferros-velhos e recicladoras. A Prefeitura de São Paulo afirmou que mantém trabalho contínuo de oferta de tratamento e acolhimento a pessoas em situação de rua e vulnerabilidade, além de ações de zeladoria e segurança para combater o tráfico de drogas e outros crimes na região.

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