A Universidade Federal do Paraná (UFPR) anunciou medidas para reforçar a segurança após investigar ameaças de estupro contra uma estudante de Medicina. A instituição solicitou aumento do policiamento e está ampliando a presença de vigilantes em postos físicos, além de investir em monitoramento eletrônico com totens e torres de vigilância.
Medidas de segurança
Rodrigo Kanayama, assessor jurídico da Reitoria, informou que a universidade está aprimorando a iluminação das áreas para maior segurança noturna. Novas instalações dependerão de licitação, mas o processo será ágil. Ainda não há data para implementação completa.
Investigação em andamento
A UFPR apura se as ameaças partiram de um aluno. Se confirmado, a Corregedoria pode abrir Processo Administrativo Disciplinar, resultando em suspensão ou exclusão. A universidade teve acesso a prints das ameaças, mas mantém sigilo. O caso foi denunciado pelo Diretório Acadêmico de Medicina Nilo Cairo (DANC), que relatou perseguição e mensagens com ameaças.
Segundo o DANC, as mensagens indicavam um plano de ataque e um "bolão" para violentar a estudante e outras mulheres. A vítima recebeu acolhimento, com atendimento psicológico e jurídico, conforme norma interna.
Caso pontual
Kanayama esclareceu que o caso é direcionado a uma estudante específica, não havendo ameaça generalizada. A Polícia Civil instaurou inquérito. A UFPR orienta que outras vítimas procurem a ouvidoria com provas. A Polícia Civil disponibiliza contato pelo WhatsApp (41) 3219-8624 para agendamento de oitivas.
A UFPR divulgou nota afirmando que adotou medidas imediatas e instaurará investigação preliminar, refletindo a preocupação com a violência contra a mulher na sociedade.



