Os técnicos-administrativos da Universidade Federal do Pará (UFPA) fecharam os portões 3 e 4 do campus Guamá, em Belém, nesta quinta-feira (7). A ação integra o Dia Nacional de Luta pelo cumprimento de acordos firmados com o governo federal. A categoria, que já acumula 74 dias de paralisação em todo o país, reivindica o atendimento de 18 itens do Termo de Acordo assinado ao final da greve de 2024.
Motivação do protesto
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sinditifes-PA), o movimento é uma resposta à falta de abertura de novos canais de negociação por parte do governo. "É inadmissível que, depois de mais de 70 dias, o governo se negue a abrir negociações e a cumprir itens acordados ainda na greve passada", afirmou o coordenador geral do Sindtifes-PA, Felipe Melo.
Principais reivindicações
Entre as pautas centrais estão a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para servidores ativos e aposentados, a jornada de trabalho de 30 horas semanais e a regulamentação do plantão nos hospitais universitários. O movimento nacional, organizado pela Fasubra, reúne trabalhadores de 55 universidades federais, incluindo no Pará a UFOPA e a Unifesspa.
Denúncia de sucateamento
Os servidores denunciam que o sucateamento das instituições e os sucessivos cortes orçamentários comprometem o funcionamento das universidades. A greve segue por tempo indeterminado até que uma nova proposta seja apresentada oficialmente. O g1 solicitou um posicionamento sobre a mobilização desta quinta-feira (7) e os pedidos da categoria, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.



