A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento que decide se o prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), pode permanecer no cargo. Conhecido como "prefeito tiktoker", Manga obteve maioria de 3 a 0 para manter a decisão provisória que o reconduziu à prefeitura em 31 de março, após 145 dias de afastamento por suspeita de corrupção.
Placar atual do julgamento
O julgamento ocorre no Plenário Virtual e tem previsão de término em 11 de maio. Até a última atualização, o placar é de 3 a 0 pela manutenção de Manga. Os ministros que já votaram são:
- Nunes Marques (relator): votou pela manutenção de Manga no cargo.
- Dias Toffoli: acompanhou o relator.
- André Mendonça: acompanhou o relator.
Faltam votar os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux.
Contexto do afastamento
Rodrigo Manga ficou afastado por 145 dias devido a investigações da Polícia Federal sobre supostas irregularidades em contratos da área da saúde e desvio de dinheiro público. O prazo original de afastamento terminaria em 4 de maio. O g1 entrou em contato com a defesa do prefeito, mas não obteve retorno até a última atualização.
Trajetória do recurso
Antes de chegar ao STF, a defesa de Manga teve pedidos de habeas corpus negados pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O afastamento foi determinado pelo TRF-3 para não atrapalhar as investigações, e mantido pelo STJ. No entanto, o ministro Nunes Marques concedeu uma liminar que reconduziu Manga ao cargo, considerando o afastamento uma "intervenção excessiva na esfera política e administrativa do município de Sorocaba". Essa decisão provisória agora está sendo confirmada pela maioria da Segunda Turma.
Na época da liminar, Manga comemorou: "Mais uma vez, o STF mostra-se defensor dos direitos políticos e do povo".
A investigação e a denúncia
A investigação que levou ao afastamento apura um suposto esquema de desvio de verbas em contratos da saúde em Sorocaba. O afastamento ocorreu em 6 de novembro de 2025, durante a segunda fase da Operação Copia e Cola. O vice-prefeito Fernando Martins (PSD) assumiu interinamente.
A Polícia Federal, que investiga desde maio de 2022, apurou a contratação supostamente irregular de uma organização social (OS) para administrar a UPA do Éden e a UPA da Zona Oeste. Há indícios de desvio de dinheiro público por meio de contratos emergenciais. Com base na apuração, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou 13 pessoas em fevereiro, entre elas:
- Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba;
- Sirlange Frate Maganhato, primeira-dama e esposa do prefeito;
- Zoraide Batista Maganhato, mãe do prefeito.
A Operação Copia e Cola revelou um esquema de corrupção na saúde dividido em três núcleos, com indícios de superfaturamento, propina e lavagem de dinheiro.



