Cleomar Borges Gomes, de 53 anos, foi preso nesta quarta-feira (29) em uma praça na região central de Ribeirão Preto (SP) e confessou ter matado Geniane Pereira, de 20 anos. Em declaração à imprensa ao sair da delegacia, ele afirmou estar arrependido: “Tenho que pagar o que eu fiz. Arrependido, eu estou. Eu estou arrependido”.
A prisão ocorreu após policiais militares localizarem o suspeito, que inicialmente tentou omitir sua identidade. Contra ele, havia um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça desde a semana passada, quando a jovem, amiga da filha de Cleomar, foi assassinada. Até o fechamento desta reportagem, o g1 não conseguiu localizar a defesa do acusado.
Detalhes do crime
O crime aconteceu na manhã do dia 24 de abril, na Rua Albano Meneghelli, em Pontal (SP), enquanto Geniane e a amiga, filha de Cleomar, seguiam para o trabalho. Segundo testemunhas, no dia anterior, as jovens já haviam sido abordadas pelo suspeito no mesmo local. O delegado Claudio Messias explicou que Cleomar parecia estar monitorando o trajeto das vítimas. “Elas sempre andavam juntas e, na quinta-feira, estavam indo ao trabalho quando foram abordadas por ele na rua. Ele parecia estar monitorando para saber o trajeto que elas faziam de casa para o trabalho. Na sexta, aconteceu exatamente a mesma coisa: quando elas passavam pelo local, avistaram ele”, relatou.
As testemunhas contaram que Cleomar estava encostado no portão de uma casa na esquina, encapuzado, mas foi reconhecido pelas jovens. “Ele já estava com a faca na mão. Elas perceberam que algo ia acontecer. Imediatamente, ele foi para cima da vítima, chamou-a pelo apelido ‘Geninha’ e começou a desferir golpes de faca”, disse o delegado. Geniane foi esfaqueada pelo menos nove vezes. Socorrida e levada à Santa Casa de Pontal, não resistiu aos ferimentos e morreu.
Motivação e investigação
A polícia aponta que Cleomar desenvolveu interesse por Geniane, que era amiga de sua filha, e passou a sentir ciúmes dela. Como a jovem nunca correspondeu às investidas, acredita-se que esse tenha sido o motivo do feminicídio. O delegado Claudio Messias afirmou que Cleomar confessou o assassinato, mas tentou justificá-lo com histórias inconsistentes. “Ele confessa que matou, conta umas histórias que, ao que nos parece, não procedem. Fala que ela xingava ele, que ela teria levado rapazes lá em casa, o que, por si só, não justifica”, explicou.
O caso foi registrado como feminicídio. A penitenciária para onde o preso será encaminhado não foi divulgada por motivos de segurança. A investigação continua, e Cleomar ainda deve ser ouvido formalmente pela Polícia Civil.



