A Polícia Militar se manifestou sobre a denúncia de agressão de um militar a um advogado em Frei Inocêncio, no Leste de Minas Gerais. O caso ocorreu na tarde de terça-feira (29) e está sendo investigado pela Polícia Civil.
Relato do advogado
Segundo o advogado, ele foi chamado por uma cliente que informou que policiais militares haviam entrado em um imóvel de sua propriedade, mesmo ela não residindo no local. Ao chegar, ele viu dois policiais do lado de fora e permaneceu na área externa durante a operação.
Ao final da ação, o advogado questionou um tenente sobre o objetivo da presença policial. Ao tentar entrar no imóvel, foi impedido por um sargento. A cliente relatou que, além dos policiais visíveis, outros quatro militares estavam dentro da residência realizando buscas.
Agressão e impedimento profissional
O advogado afirma que o sargento o questionou de forma desrespeitosa, duvidando de sua identidade profissional e exigindo que se afastasse. Ao gesticular indicando que não impedia a passagem, ele foi empurrado e atingido por um golpe de cotovelo no rosto. Em seguida, foi empurrado até a rua. O tenente que comandava a operação interveio e interrompeu a agressão.
O tenente informou que a entrada dos policiais se deu por suposta situação de flagrante de crime ambiental, devido à presença de um papagaio preso em uma gaiola. O advogado deixou o local por temer pela integridade física e afirma que a situação impediu o pleno exercício de sua profissão. Ele possui vídeos que comprovariam a agressão.
Manifestação da OAB
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Governador Valadares se manifestou. O presidente da subseção, Arilson Ribeiro, afirmou que a entidade foi acionada e que as imagens, gravadas pela cliente, mostram o advogado agindo de forma serena e dentro de suas atribuições profissionais.
Na quarta-feira (30), o advogado e um representante da OAB formalizaram a denúncia na Corregedoria da Polícia Militar.
Nota da PM e investigação
O Comando da Oitava Região de Polícia Militar informou que tomou conhecimento dos fatos pelas redes sociais e aguarda a formalização da reclamação para adoção dos trâmites de apuração. A Polícia Civil também investiga o caso.



