O jornalista e escritor Eduardo Bueno, amplamente conhecido como Peninha, foi formalmente indiciado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira, 7 de novembro de 2024, pelo crime de discriminação religiosa contra evangélicos. A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância, foi concluída após a análise de um vídeo publicado por Bueno em suas redes sociais no dia 28 de janeiro de 2026.
Conteúdo do vídeo e consequências legais
Na gravação, que gerou grande repercussão, o jornalista afirmou que evangélicos não deveriam ter direito ao voto, classificando o grupo religioso como “nefastos e desprezíveis”. O vídeo foi removido do ar por determinação judicial, após representação da própria Polícia Civil. Durante o interrogatório na delegacia, Eduardo Bueno exerceu seu direito constitucional de permanecer em silêncio. A reportagem do g1 tentou contato com a defesa de Peninha, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Tipificação do crime e próximos passos
O indiciamento ocorreu com base no artigo 20, parágrafo 2º, da Lei Federal 7.716/89, que criminaliza a discriminação religiosa praticada por meio da internet. Com a conclusão do inquérito policial, o caso será encaminhado ao Poder Judiciário, cabendo ao Ministério Público avaliar as provas e decidir pelo oferecimento de denúncia ou arquivamento.
Quem é Eduardo Bueno?
Nascido em Porto Alegre, Eduardo Romulo Bueno, de 67 anos, é uma figura conhecida no jornalismo brasileiro. Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), trabalhou em diversos veículos de comunicação ao longo de sua carreira. Atualmente, comanda o canal “Buenas Ideias” no YouTube, que conta com mais de 1,5 milhão de inscritos e é dedicado à história do Brasil, mesclando informação e entretenimento.
O caso reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão e o combate à intolerância religiosa no país. A sociedade aguarda agora o posicionamento do sistema judiciário.



