Oruam, filho de Marcinho VP, é alvo de operação contra Comando Vermelho
Oruam, filho de Marcinho VP, é alvo de operação policial

Oruam, filho de Marcinho VP, é alvo de operação contra o Comando Vermelho

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta quarta-feira, 29, contra o braço financeiro do Comando Vermelho (CV). A ação também cumpre mandados de prisão e busca e apreensão contra seu pai, Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, líder histórico da facção; sua mãe, Márcia Nepomuceno; e seu irmão, Lucas Nepomuceno. Todos, exceto Marcinho, que está preso há três décadas, são considerados foragidos.

Histórico de problemas com a Justiça

Antes da operação desta quarta, Oruam já era procurado. Com mais de 12 milhões de ouvintes mensais no Spotify, o rapper de 25 anos acumula um longo histórico de problemas judiciais. Em julho de 2025, agentes foram até sua casa para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um menor acusado de atos infracionais análogos a roubo e tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil, o adolescente seria integrante de uma facção criminosa, um dos maiores ladrões de veículos do estado e segurança pessoal do traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca.

Oruam teria incitado resistência policial ao lado de cerca de oito pessoas. Testemunhas relataram que o grupo lançou pedras contra os agentes, ferindo o policial civil Alexandre Alves Ferraz e danificando uma viatura. A ofensiva permitiu que o adolescente, considerado foragido, escapasse.

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Acusações e prisões

O rapper é acusado de tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal, incluindo duas tentativas de homicídio qualificadas relacionadas às agressões contra policiais. Ele foi preso três vezes em 2025. Em setembro, ficou 69 dias detido no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio.

Em fevereiro de 2026, passou a ser considerado foragido após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar seu habeas corpus por 66 violações à tornozeleira eletrônica. O dispositivo foi desligado por intervalos de até 10 horas entre 30 de setembro e 12 de novembro de 2025. O ministro Joel Ilan Paciornik destacou que o artista “denota não guardar qualquer respeito, não somente às autoridades policiais, mas também às decisões judiciais”. A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, expediu mandado de prisão preventiva.

Lançamento de clipe e defesa

Poucos dias após ser considerado procurado, Oruam lançou o clipe “Freestyle de um Foragido”. Em um trecho, ele reflete sobre o mandado de prisão: “F*** quando o monstro ‘tá’ tentando te pegar, tipo um sonho longo, eu não consigo acordar. Até tento me recordar a última noite que eu dormi sem ansiedade no meu peito”. Sua defesa apresentou à Justiça um laudo psíquico apontando “quadro clínico compatível com transtorno de ansiedade associado a transtorno depressivo moderado”.

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