Justiça ouve testemunhas do caso da corretora morta por síndico em Caldas Novas
Justiça ouve testemunhas de corretora morta por síndico

A Justiça de Goiás deu continuidade ao processo que investiga a morte da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, assassinada pelo síndico do prédio onde residia, em Caldas Novas. Em audiência realizada na quarta-feira (6), testemunhas foram ouvidas pela juíza Vaneska da Silva Baruki.

Audiência de instrução

Segundo Lucas Xavier, advogado que representa a família da vítima, a sessão durou aproximadamente sete horas devido à complexidade do caso. Entre os depoentes estavam familiares de Daiane e do acusado Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, incluindo o filho e a esposa do síndico, além dos delegados responsáveis pela investigação.

A defesa de Cleber foi procurada pelo g1, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O acusado permanece preso, conforme informações do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).

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Próximos passos

A família de Daiane é assistida pelos advogados Lucas Xavier, Samuel Moreira, Fidel Braga e Arnaldo Segatto. Eles informaram que o julgamento foi dividido em duas audiências; a segunda está marcada para o dia 9 de julho, quando as demais testemunhas serão ouvidas. O objetivo é definir se Cleber será submetido a júri popular.

Relembre o crime

Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025, após descer ao subsolo do prédio para verificar uma queda de energia. Imagens de câmeras de segurança, gravadas pela própria vítima e divulgadas pela Polícia Civil, mostram o momento em que ela é atacada.

Cerca de 40 dias depois, Cleber foi preso e confessou o homicídio, indicando à polícia onde havia deixado o corpo. Apesar da confissão, ele não detalhou a dinâmica do crime. Investigações posteriores localizaram o celular de Daiane em uma tubulação de esgoto e realizaram perícias no subsolo, no carro do síndico e no veículo da vítima.

De acordo com a Polícia Científica, Daiane foi morta na noite de 17 de dezembro com dois tiros na cabeça. O corpo foi encontrado em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas.

Motivação

Cleber e Daiane mantinham um histórico de conflitos que resultaram em ações judiciais. A polícia aponta que as brigas começaram quando a família da vítima transferiu para Daiane a administração de seis apartamentos, antes gerida pelo síndico. “Desde então, houve uma série de atritos. Ele foi denunciado por perseguição”, afirmou o delegado João Paulo.

Ao todo, 12 processos envolvem as partes. Quando Daiane ainda estava desaparecida, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) já havia denunciado Cleber por perseguição contra a corretora.

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