Justiça mantém prisão de ginecologista suspeito de estuprar mais de 20 pacientes em Goiás
Justiça mantém prisão de ginecologista suspeito de estupro em Goiás

Justiça mantém prisão de ginecologista suspeito de estuprar pacientes em Goiás

A Justiça de Goiás decidiu manter a prisão preventiva do ginecologista Marcelo Arantes e Silva, de 50 anos, investigado por estupro de vulnerável contra 23 pacientes. O médico, preso na quinta-feira (23) em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (24) e teve a detenção confirmada.

Vítimas incluem gestante e jovens em primeira consulta

Segundo a delegada Amanda Menuci, as vítimas têm entre 18 e 45 anos, incluindo uma mulher grávida e jovens que estavam em primeira consulta. A gestante começou a gravar as consultas após desconfiar da conduta do médico. “Ele fazia perguntas sobre sexualidade, se a vítima estava gostando, se estava tendo prazer naquilo, temos uma vítima que estava grávida e ele não respeitou nem essa situação ainda mais vulnerável da gravidez”, relatou a delegada.

De acordo com a Polícia Civil, os abusos ocorreram entre 2017 e 2026. A delegada Ana Elisa Gomes, da Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem), reforçou a importância de as mulheres denunciarem os crimes para que a polícia continue atuando.

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Modo de agir do médico

A delegada Amanda Menuci descreveu o padrão de comportamento do suspeito: “Ele agia da mesma forma, com as mesmas práticas sexuais, ganhando a confiança da vítima, testando elogios, tocando libidinosamente as partes íntimas delas”. Marcelo realizava exames sem luvas e fazia exame de toque enquanto fazia perguntas de teor sexual às pacientes.

Uma das vítimas, em entrevista à TV Anhanguera, disse que ainda tem medo do médico e que está longe de trazer paz para as vítimas. “Eu estou completamente traumatizada, a cada notícia intensifica a ansiedade, a insônia, as lembranças”, afirmou.

Defesa do médico

A defesa de Marcelo Arantes considerou a prisão desnecessária e afirmou que medidas cautelares diversas seriam suficientes. “Ele está afastado de sua atividade profissional em cumprimento a decisão judicial e contribui com a Justiça durante todo o curso da investigação. A prisão antes do trânsito em julgado de eventual sentença condenatória é exceção, somente viável quando medidas alternativas se mostram insuficientes. Ele é um médico bem conceituado em sua área de atuação, probo e ético. Prevalece a convicção de que ele será mais uma vez absolvido, como já ocorreu em um dos processos”, diz nota.

Posição do Cremego

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial. O órgão ressalta que todas as denúncias são apuradas em sigilo, conforme o Código de Processo Ético-Profissional Médico, e solicita esclarecimentos ao responsável técnico da instituição citada.

Investigação e crimes

A polícia investiga o médico por estupro de vulnerável, considerando que os crimes ocorreram enquanto as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade, sob autoridade médica. “É um verdadeiro predador sexual que faz do ambiente clínico um local de vulnerabilização das vítimas, se aproveita dessa autoridade médica que ele tem sobre elas”, destacou Amanda Menuci.

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