Na manhã desta terça-feira (28), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a operação 'K9' no Vale do Aço, resultando na prisão de sete pessoas. A ação visou desarticular uma ramificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região. A investigação, conduzida pela unidade do Gaeco de Ipatinga, cumpriu 47 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão em Minas Gerais e em outros quatro estados: Pará, Piauí, Bahia e Pernambuco.
Investigação de um ano
A apuração durou cerca de um ano e teve como foco um grupo criminoso que, segundo o Gaeco, era responsável por trazer grandes quantidades de drogas do Mato Grosso do Sul para abastecer o Vale do Aço e cidades vizinhas. Durante a operação, quase R$ 300 mil em dinheiro foram apreendidos.
Crimes investigados
Além do tráfico de drogas, a investigação identificou a participação dos alvos em homicídios e lavagem de dinheiro. O nome da operação, K9, é uma referência ao apelido que o principal investigado teria dentro da própria facção criminosa.
Estrutura financeira
A operação também mirou a estrutura financeira do grupo. A Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias de investigados e de empresas que seriam utilizadas para lavar o dinheiro do tráfico. O Gaeco informou que solicitará o sequestro de imóveis e veículos de luxo para serem revertidos ao Estado.
Ações anteriores
Antes mesmo da fase ostensiva desta terça-feira, o trabalho de inteligência já havia resultado em prisões em flagrante e na apreensão de armas e drogas. A ação em Minas Gerais foi coordenada por quatro promotores de Justiça e mobilizou 156 policiais civis e militares, com o uso de helicóptero e cães farejadores.
Apoio interestadual
A operação contou com o apoio dos Gaecos do Pará, Piauí, Bahia e Pernambuco, onde também foram cumpridos mandados. Os investigados poderão responder por organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio e lavagem de capitais, crimes cujas penas somadas podem chegar a 73 anos de prisão.



