Polícia investiga ex-patroa por agressão contra doméstica grávida acusada de roubo
Ex-patroa agride doméstica grávida acusada de roubo

A Polícia Civil investiga uma denúncia de agressão contra uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de quase seis meses, que afirma ter sido espancada após ser acusada de roubar joias da ex-patroa, no Maranhão. A vítima, que não teve o nome divulgado, disse que aceitou o trabalho temporário para comprar o enxoval do bebê.

Detalhes da agressão

Segundo a vítima, ela foi acusada de roubar um anel e agredida dentro da casa onde trabalhava pela ex-patroa e por um homem que ela disse não conhecer. “Ele me deu nas costas. Ele tentou me chutar, me ameaçou. Ela também ficava falando monte de coisa”, relatou a jovem. O anel foi encontrado cerca de uma hora depois, dentro de um cesto de roupas sujas no banheiro da patroa. A vítima afirma que foi espancada até o objeto ser localizado.

Registro de ocorrência

A jovem registrou boletim de ocorrência na Casa da Mulher Brasileira e fez exame de corpo de delito. Fotos mostram marcas pelo corpo, incluindo uma lesão na testa causada por uma coronhada. A ex-patroa também registrou boletim no dia 17 de abril, alegando que sentiu falta das joias e que ninguém além da família havia entrado na casa. Ela disse que iria verificar as câmeras e que, após pedir para ver a bolsa da doméstica, afirmou que os objetos estavam lá. A ex-patroa ainda disse que chamou a polícia, mas que a empregada saiu correndo pelo condomínio.

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Histórico de processos

A polícia informou que há mais de dez processos envolvendo a suspeita. Em 2024, ela acusou a babá do filho de roubar uma pulseira de ouro. O processo tramitou no Juizado Civil e Criminal de Santa Inês, e a sentença foi proferida em outubro do ano passado. A acusada foi condenada a seis meses de prisão em regime aberto, substituídos por prestação de serviço comunitário, e a pagar R$ 4 mil por danos morais.

Depoimento de ex-babá

A produção da TV Mirante conversou com Sandila Souza, ex-babá que denunciou a mesma mulher em outro processo. Ela começou a trabalhar na casa da suspeita aos 17 anos e atualmente não mora mais no Maranhão. Segundo ela, o pagamento era feito por contas de terceiros, nunca diretamente pela patroa, e a indenização por danos morais ainda não foi paga. “Ela olhou pelas câmeras. Foi no mesmo momento que ela viu saindo com as minhas malas e falou que ela ia na delegacia, que eu tinha roubado a pulseira do filho dela”, disse Sandila.

Acompanhamento da OAB

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil informou que prepara um relatório sobre os processos envolvendo a suspeita e acompanha o caso registrado na semana passada. Procurada pela TV Mirante, a suspeita afirmou, em nota, que as alegações são “uma distorção do que realmente aconteceu” e que todas as medidas jurídicas cabíveis já foram tomadas para esclarecer os fatos.

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